Senti como um alerta sobre o uso das políticas, dos poderes, em benefício das hipocrisias, do mal, afinal, a gente pode fazer boa política em tudo que fazemos, na vida cotidiana. Com isso e unindo ao assunto feminismo/gênero, aceitar o outro, o que o outro é. Respeito e ética não é algo que se possui ou não, mas algo que precisa e deveria ser inerente. Claro, uma interpretação minha para sua interessante forma de trazer essas ideias sem caráter de convencimento. Mostra apenas que algumas "coisas" não são questão de opinião pessoal, mas de conceito. Fiquei pensando se os filósofos estão ganhando voz na mídia atualmente, por exemplo, para fazer essa rica reflexão.
Fascismo, por exemplo, é o conceito daquele ser que só produz e consome, mas não pensa mais e por isso não aceita o outro, suas diferenças, e desconhecendo o significado de respeito, discrimina, rechaça, fere, desfere ódio. Autora do livro "Como conversar com um fascista", segundo ela, motivada por ter nascido em Vacaria - RS, região com etnocentrismo forte, e inclusive triste por ter que escrever sobre essa relação com pessoas queridas e próximas.O feminismo foi mais conceitualizado, já que mesmo em voga, muitas vezes é distorcido. Simone de Beauvoir e seu livro "O segundo sexo" são altamente sugeridos. "Lá em casa, fica do lado da Bíblia e de O capital, de Marx", brinca, levando todxs a risadas.
O tema ambientalismo também esteve presente, quando ela lembrou sobre a invasão do plástico em nossas vidas: dos remédios aos cosméticos, dos rios tomados por ele ao copo e garrafa servida na mesa da sua frente. Do capitalismo como um sistema extra político que passou a gerir muitas outras coisas, como nosso próprio corpo.
São 3 as perguntas que Marcia deixa como reflexão final e que, segundo ela, se as pessoas exercitassem mais, muitas coisas ruins que fizemos contra os outros e contra a gente mesmo, já que temos esquecido a importância de nossa subjetividade, mudaria:
como me torno quem sou?
o que estamos fazendo uns aos outros?
como viver junto?
Hoje à tarde, por acaso, caiu nas minhas mãos o livro "Nietzsche para estressados", de Allan Percy. E numa das passagens fala justamente sobre nos deixarmos aproveitar da solitude, do vazio criativo, da reflexão. Tenho visto pessoas falarem sobre o boom de informação, sobre o tédio que não sabemos mais aproveitar, sobre o tempo das filas que não mais existem, pois temos um celular nas mãos, sobre o tempo gasto rolando as timelines... Acredito que Marcia e todas essas outras pessoas falam de intervalo, pausa, tempo de reflexão antes de se agir, falar e inclusive apertar em... publicar... publiquei!

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muito obrigada por seu interesse e leitura :)