segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Brechó de Troca acontece no Mercado Vintage



Tá a fim de trocar umas peças que não usa mais? Recebo vários contatos de pessoas querendo vender ou mesmo trocar produtos. Costumo sugerir três vias: grupos do Facebook, álbum pessoal com os desapegos ou o Brechó de Troca, iniciativa muito bacana da Helena Soares.

O projeto está em parceria com o Mercado Vintage e realiza duas sessões, 15 e 18h, na última edição de 2015, no próximo sábado, dia 5/12, na Travessa dos Cataventos, na Casa de Cultura Mario Quintana. A inscrição custa R$ 30, que inclui papo sobre a subjetividade das roupas e troca-troca de até 15 peças que você pode levar.

A seguir os links do evento e para inscrição, que precisa ser prévia.
Evento: https://www.facebook.com/events/1087160071295256/

Inscrição Brechó de Troca: http://goo.gl/forms/vrbrXIeivN

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Não teve Black Friday aqui

Hoje foi uma sexta-feira calma aqui no brechó. Até bem mais calma que o normal. Não teve Black Friday aqui. Claro que a gente gosta de vender. Que as vendas pagam nossas contas e ajudam no acesso a alguns bel-prazeres. É fato que somos parte do capitalismo, uma criação da modernidade, mas acreditamos em um outro tipo de consumo na atualidade. Pra quem vem aqui e na escolha de onde a gente vai também. Sem corre corre e preços de arrasar um só dia no ano.

Acreditamos no consumo de qualidade e não no consumo da quantidade. Um consumo que privilegia os pequenos empreendimentos e não as grandes corporações. Um consumo político porque não.

No Nina Garimpa somos adeptos do slow fashion (moda lenta) e do fair trade (comércio justo), com ideais que sugerem a compra por necessidade, a compra com apreço e memória, a compra com reaproveitamento, a compra sempre por preços mais baixos e justos, a compra com conteúdo agregado.

Achei a data pertinente para reafirmar nossos "valores altos" de verdade :)
Viva o consumo sustentável! Outra moda é possível <3

domingo, 8 de novembro de 2015

12 princípios do consumo consciente

Divulgamos aqui no blog os 12 princípios para um consumo mais consciente, elaborado pelo Instituto Akatu. São práticas muito bonitas (e simples), mas também poderosas para quem quiser fazer a diferença no desenvolvimento sustentável do nosso planeta!

1. Planeje suas compras 
Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.

2. Avalie os impactos de seu consumo 
Leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.

3. Consuma apenas o necessário 
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.

4. Reutilize produtos e embalagens 
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

5.Separe seu lixo 
Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

6. Use crédito conscientemente 
Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações.

7. Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas 
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados 
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.

9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços Adote uma postura ativa. 
Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos e serviços.

10. Divulgue o consumo consciente 
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas mais próximas.

11. Cobre dos políticos 
Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática de consumo consciente.

12. Reflita sobre seus valores 
Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Lançamento "Elementos da Terra" em Pelotas






Grata surpresa dessa sexta, 6 de novembro, o lançamento da coleção "Elementos da Terra", na loja de economia solidária do Mercado Público de Pelotas (banca 71). A iniciativa é do Núcleo de Produção da Associação Bem da Terra, formado por 8 mulheres artesãs que produzem coletivamente na cidade de Pelotas (RS), empregando e partilhando técnicas tradicionais, como costura, crochê, bordado, entre outras.


São bolsas, acessórios, itens de cozinha e higiene inspirados na identidade e flora locais. Uma das artesãs, Zenaide, lembra que "resgatar as técnicas do bordado caseiro transmitem a ideologia do cuidado com a natureza". A iniciativa também chama atenção para valorizarmos mais esse tipo de produto ao invés de massificadas produções, configurando também num tipo de atitude solidária e sustentável. Autoridades e artesãs estavam presentes e superfelizes com a oportunidade da mostra e venda de seus trabalhos.

 

O duo Gita Gogoya, formado por Ana Lima e Gio Corrêa, se apresentou na ocasião, destacando canções da música popular brasileira, que emanam esse clima de união e boas energias.



O grupo Bem na Terra conta com apoio do Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas da Universidade Católica de Pelotas (NESIC/UCPel), em parceria com SENAES / MTE / PRONINC/ CNPQ. 
 

Texto e fotos: Aline Ebert

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Conhecendo uma loja fechada há décadas



A gente que sai pra garimpar peças de moda vintage costuma ficar surpreso quando dá de cara com uma roupa, bolsa, calçado ou acessório antigo, de época, mas ainda com a etiqueta, ou seja, sem uso. Imagina adentrar a um depósito de uma loja que existiu há 40 anos!

 

Pois foi isso que aconteceu recentemente na Itália, numa loja de calçados aberta no período da Segunda Guerra Mundial, mas que com o falecimento de um dos proprietários nos anos 60, foi fechada. Estavam lá sapatos cheios de história e impecáveis para voltarem a criar história nos pés dos amantes de vintage que agora se beneficiarão desses achados.

 

Uma vez tive oportunidade similar na cidade de São Leopoldo - RS, quando adentrei ao espaço de uma magazine dos anos 60/70/80, que se localizava no Centro da cidade. Entre os achados, passadores de cabelo de bolinhas e em formato de coração (anos 60), cintinhos de tecido estampados, camisas e jeans USTOP (anos 70/80) e camisas safári a la YSL (anos 70). Algumas dessas relíquias guardei em acervo e fotografo a seguir. Outras coloquei a disposição nas feirinhas que já fazia na época e foram admiradas e garimpadas por outras pessoas, que levaram para casa estilo, exclusividade e memória.


domingo, 25 de outubro de 2015

Abrimos uma loja!

Segunda, 5 de outubro de 2015, tive o prazer de abrir as portas do meu primeiro negócio físico próprio e "por acaso" no dia que o Sebrae lançou sua campanha "Compre do pequeno!", incentivando uma nova mentalidade em benefício dos pequenos empreendedores brasileiros. Teve algum friozinho na barriga, claro, são vários detalhezinhos para ficar tudo da melhor maneira, mas digamos que restou muita energia, amor e alguma experiência do que agora tomou espaço apenas maior.

Eu com Odara <3 Foto: Gio Corrêa

Desde 2004, sempre acompanhada de uma grande mala, monto uma pequena lojinha ao menos uma vez ao mês, na feiras itinerantes que participo e que até hoje foram um grande complemento de renda até virar a principal. Essa energia, esse envolvimento e essa criatividade é que ponho aqui também, agora!

A mala triplicou, quadriplicou... para duas salas! Uma focada em moda atual, peças superboas femininas e masculinas a apenas 10 reais cada. Preço popular para todos poderem se vestir bem, que é o que acreditamos! Na outra sala, seleção de vintage e algumas peças de grifes a preços especiais, que também consideramos super em conta em relação ao mercado tradicional e fast fashion, os quais contrariamos. Neste último setor, preciosidades de época, com ótimos tecidos, modelagens, estampas atrativas e aquela memória de décadas como 90, 80, 70 e 60 principalmente. 

Em breve, fotos internas da loja (talvez até um videozinho!) e toda uma postagem apenas comentando nossa parte de decoração, que foi feita com muito garimpo e reaproveitamento!


Loja Nina Garimpa
Moda Sustentável para todos
Segunda a sábado, 10 às 19h
Rua Gonçalves Chaves, 322. Centro. Pelotas - RS
Próximo à Universidade Católica.

domingo, 30 de agosto de 2015

"The True Cost", um doc. sobre roupas e pressa

Esse texto tinha prazo. Na minha cabeça e agenda ele tinha prazo. A exibição de "The True cost" (2015) já aconteceu faz algumas semanas, numa iniciativa da loja Insecta Shoes em Porto Alegre e a consultoria de estilo Closet Detox. Mas passa tudo muito rápido. Os vários compromissos que a gente que trabalha de forma independente se envolve acabam atrasando outras atividades. Mas mesmo com parte me cobrando, outra parte dizia, calma, se queremos uma moda menos rápida e mais qualidade de vida, podemos também tentar agir com menos pressa, com mais profundidade. Tempo como dinheiro literalmente! Quanto mais tempo se tem pra viver sem correria, mais rico se é, já diria Pepe Mujica :)


O documentário de "moda" trata sobre o verdadeiro custo de nossas roupas, como é a vida de quem trabalha nelas e justamente sobre o fato de estarmos tratando a nossa terra, a nossa agricultura algodoeira nesse caso, como uma fábrica, que tem que produzir rápido, com poucas falhas e o maior lucro possível, tendo sido citada a multinacional dos transgênicos Monsanto. Com a globalização, a rapidez que as coisas pulam na tela e a vontade de consumo que nos induz, estamos cada dia mais ansiosos por novidades. Se antes existia apenas coleções de verão e inverno a cada 6 meses, agora tem novidade toda semana nas redes de fast fashion. E se existe essa alta produção é porque existe um alto consumo também.

 

Outra informação interessante do filme é o fato de que apenas 10% da produção de roupas do mundo vai para os brechós; toneladas e mais toneladas de material viram lixo têxtil não biodegradável, que vai demorar mais de 200 anos pra se decompor. Tão chocante quanto isso é então saber que tudo que existe de roupa no mundo hoje já seria suficiente pra nosso uso por muitos anos, logo a produção nova, ainda mais nesse ritmo enlouquecedor, é completamente desnecessária. Mas como lidar com isso, como posso fazer minha parte?



Formas de consumir melhor existem e dependem de uma vontade interna de mudança que tem que brotar em cada um. Entre as propostas sugeridas, existe a de não comprar mais de grandes redes de fast fashion, as quais desconhecemos a origem das peças e também muitas vezes cobram alto, mas não pagam da mesma forma seus fornecedores; além de comprar mais de brechós e de pequenas marcas naquele esquema #comprodequemfaz Ah, outra forma é não consumir quando não se precisa e consumir menos, claro! Tudo uma questão de prática, como tudo na vida.

"The True Cost" pode ser assistido no Netflix ou pelos seguintes links: http://truecostmovie.com/watch-now

Apresentaram seus cases e abriram questões instigantes com a galera presente Adriana Tubino, da Vuelo; Alice Meditsch, da Colibrii; e Pam Magpali, da Insecta Shoes, todas marcas baseadas em ideias sustentáveis.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Edgar Mai: biólogo do Jardim Lutzemberger e Sapato Florido

Por Aline Ebert


Em decorrência do Dia Mundial do Meio Ambiente, entrevistei uma pessoa admirável por seu trabalho como biólogo e paisagista no lindo e inspirador Jardim Lutzenberger da Casa de Cultura Mario Quintana! Edgar Mai nos conta ainda sobre sua experiência com o projeto Sapato Florido, que reaproveita calçados que viram estilosos vasos para jardim :)

Nina Garimpa - Desde quando você cuida do Jardim Lutzenberger e quais as espécies em destaque?
Edgar Mai - Há alguns anos eu faço a manutenção do Jardim Lutzenberger, que é da Fundação Gaia e acolhido pela CCMQ. O jardim é composto por diversas pequenas coleções de vegetais e assim são agrupados. Por ser inspirado no ambientalista José Lutzenberger, privilegia a diversidade num pequeno espaço. Tudo é importante, mas eu destacaria o recanto evolutivo, com plantas que representam o período importante na história da vida na Terra, sendo algumas consideradas fósseis vivos, como o ginkgo, a cavalinha, a azola e as cicas.  O jardim é um espaço orgânico, pulsante e sensibiliza os visitantes para os mais diversos aspectos da natureza. Sempre foi um espaço muito querido e valorizado pelos visitantes, colaboradores e dirigentes deste centro cultural. Tanto é que, tempos depois, a CCMQ optou por ampliar o paisagismo, criando outros jardins:  o terraço do 7º andar e o Sapato Florido, do outro lado do 5º andar.



NG - Como surgiu a ideia do projeto Sapato Florido?
EM - Eu sempre achei o título do livro 'Sapato Florido', escrito em 1948 pelo Mario Quintana, um nome pronto para um jardim. Como a CCMQ tem, desde a sua inauguração, um espaço infantojuvenil  com esta denominação, eu sugeri a criação de um espaço onde o paisagismo fosse acolhido em 'floreiras sapatos', que seriam calçados descartados como resíduos. Inicialmente, há dois anos, no entanto, os gestores da oficina e direção da Casa optou por convidar artistas ceramistas para criarem floreiras 'calçados', inspirados na obra homônima do poeta. Recebeu-se cerca de 50 peças,  que transformara-se com suas plantas e foram inseridas com outras folhagens. No mesmo ano, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, eu resgatei a ideia original e sugeri uma diversificação dos suportes para os vegetais: calçados que iriam para o lixo. Fez-se uma campanha onde recebeu-se inúmeros exemplares para um jardim que durasse um dia, na Travessa dos Cataventos, chamado afetivamente de 'Jardim do Reaproveitamento'. A motivação seria levar o tema 'educação ambiental' aos frequentadores e escolas visitantes. No dia seguinte à data comemorativa, os 'calçados sustentáveis' foram incorporados pelo Jardim Sapato Florido. Um ano depois, ainda ampliando o tema 'reaproveitamento criativo', foi elaborado floreiras com diferentes suportes, todos resíduos: aquecedor de ambiente, chuveiro, cuias, cascas de ovos, bules, jarra de liquidificador, chapéu, funil, luminária...  



NG - Como está o projeto nesse momento?
EM - O Jardim Sapato Florido tornou-se um espaço permanente. Tem características muito particulares: é inesperado, original, delicado, humorado, educativo, lúdico, significativo e definido pelos visitantes como 'sui generis'. Estimula a imaginação das crianças e os adultos refletem questões relacionadas à educação ambiental: consumo consciente, geração de resíduos, descartes, recursos naturais, reciclagem, reaproveitamento... Há casos de turmas de estudantes que vêm com suas escolas, adotam a ideia e criam seus próprios jardins no ambiente escolar.



NG - O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente esse ano é “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado”. Como você sugere que cada pessoa faça sua parte e diferença ao nosso planeta?
EM - É importante enfatizar que o planeta está esgotando os seus recursos naturais. A preocupação com a sustentabilidade deve ser constante: temos que consumir para suprir nossas necessidades básicas, preservando o planeta para as gerações futuras. Colabora-se com o meio ambiente quando se vive em harmonia com a natureza, prioriza-se o consumo consciente, separa-se e destina-se corretamente os resíduos. Além disso, racionalizar o gasto de água e energia elétrica, também priorizando o transporte coletivo. Os três R's da educação ambiental, 'Reciclar Reaproveitar Reduzir', devem ser ações incorporadas ao nosso cotidiano. Reduzir o consumo e diminuir a geração de resíduos. É importante aumentar o tempo de uso e criar ciclos para as coisas.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Zuzu Angel ganha homenagem do google

Por Aline Ebert

Os 94 anos que a estilista brasileira Zuzu Angel completaria nesse 5 de junho recebeu homenagem do buscador google, que criou um bonito doodle que referencia à data.

Com mais de 20 anos, um instituto com seu nome, o IZA, foi fundado por sua filha, a jornalista Hildegard Angel, com a promoção de cursos, exposições e outras atividades que incentivam a cultura de moda no Brasil. Zuzu era conhecida por justamente fazer coleções que enalteciam temas brasileiros, como cangaço, tropicalismo e também com alusão à ditadura. 

 

Seu filho, Stuart Angel, estudava economia e resolveu entrar para o grupo MR-8, que combatia a ditadura militar instaurada em 1964 no Brasil. Ele foi preso em 14 de abril de 1971, teria sido torturado e morto, declarado desaparecido. Zuzu também morreu de forma trágica. Seu carro capotou em 14 de abril de 1976, fato atualmente investigado pela Comissão da Verdade.

Cena do filme Zuzu Angel (2006)


Filme e música contam sua história

Zuzu Angel (2006) conta a história dessa importante mulher, do auge dos desfiles das coleções no Brasil e exterior ao drama do desaparecimento do filho. Está disponível online: www.youtube.com/watch?v=duCoCVG2tt8

Cena do filme Zuzu Angel (2006)

O cantor Chico Buarque presta sua homenagem com a linda canção Angélica, composta um ano após sua morte. "Quem é essa mulher. Que canta sempre esse estribilho? Só queria embalar meu filho. Que mora na escuridão do mar (...)", diz a letra. Disponível aqui: letras.mus.br/chico-buarque/45106/

terça-feira, 2 de junho de 2015

Porto Alegre na rota do Fórum de Brechós do Sebrae

Por Aline Ebert

Porto Alegre, terceira capital brasileira em número de brechós, ficando atrás apenas de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), recebeu o I Fórum de Inovação para Comércio de Brechós. O Evento aconteceu na última quinta-feira, dia 28 de maio, no Auditório do Sebrae RS, no bairro Passo da Areia. Nomes e projetos expressivos no tema trouxeram suas falas e cases de 20 minutos cada, inspirando dezenas de participantes a melhorarem seus pontos de venda e/ou comércios online.


Entre eles, Babi Andrade (Casa da Traça), destacou paixão e criatividade com baixo custo em sua fala; enquanto Regina Machado sugeriu como criar uma experiência de compra mais agradável, com melhoras na parte olfativa, musical, de luz e até paladar dos brechós, como com agrados aos clientes no ponto de venda.

Alexandre Fischer (redes de lojas Ficou Pequeno e Desempate) deu dicas desde a parte das fotos de uma loja virtual a sobre como fazer uma venda virtual mais humanizada até a parte do pós-venda, com envio de sempre algo a mais, que surpreenda! Franz Ambrozio, do tradicional brechó Minha Vó Tinha, sugeriu exposição mais organizada e seletiva por seções, além de interesse no atendimento, com muita cortesia.

Outra participante de destaque foi Chiara Gadaleta (Eco Era), que abordou a importância do tema pra atualidade devido termos pré-consumo, experiência de compra, mas sobretudo um pós-consumo insustentável, que gera sobras, descartes... Ela apresentou o estilo de vida lohas (lifestyles of health and sustainability) e também destacou a ideia de alianças e parcerias de quem está no mesmo caminho por um consumo sustentável.
Estilo de vida lohas em revista japonesa

O evento segue rodando o Brasil. Confira as próximas datas em www.forumdebrechos.com.br


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pesquisa sobre compras virtuais em brechós

Oi, gente! Estou repensando o formato da venda virtual dos garimpos pra todo o Brasil, mas para isso gostaria de ouvir tua opinião respondendo uma rápida pesquisa, pode ser? Aqui:
Em breve, novidades Emoticon smile

domingo, 3 de maio de 2015

A roupa que traz dignidade

Franzino, negro, com calça e camiseta muito sujos, ele adentrou ao brechó com o patrão. Um senhor também simples, já grisalho, com uma furadeira nas mãos. 
__A senhora vê uma calça pra ele. 
Adivinho o número e começo a procurar. Mostro uma, duas opções. Ele segue na porta. 
__ Pode entrar, vem experimentar, digo. 
Ele então entra de mansinho tipo sem querer incomodar e com vergonha. 
__ Aqui é o provador. Tu fica à vontade, falo.
Ele sorri. Sorriso bonito!
Sai com as calças novas quando o patrão já havia escolhido pra ele também uma camiseta, que ele volta pra trocar. Sai limpo e lhe entrego uma sacola para colocar as peças sujas.
__ Quanto?
__ 10 reais a calça e 5 a camiseta.
O patrão paga e diz que voltará para ver um tênis que gostou.
O menino sai do provador sorrindo e olhando para roupa que usa.
__ Muito obrigada, senhora.
__ Eu que agradeço, respondo, com uma gratidão imensa no peito.
Roupa sem marca. Roupa sem estilo. Roupa abrigo. Roupa dignidade.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quem fez suas roupas? Silvania de Deus!

Tá rolando nessa manhã de sexta, em Fortaleza, uma fala da querida amiga estilista Silvania de Deus da marca homônima, falando sobre a importância que temos que dar para a procedência de nossas roupas. 


O tema em questão vai ao encontro do que tenho também trazido nas palestras. Faz parte, ainda, da campanha internacional de combate ao trabalho escravo, que convida todos a exibirem a etiqueta de suas roupas: ‪#‎quemfezsuasroupas‬ ou ‪#‎whomadeyourclothes‬

Minha última ida à cidade solar foi em 2012, quando visitei mais uma vez a casa-atelier-loja da Sil, lugares onde tudo nasce com tanto cuidado e amor. 

 


Na ocasião, aproveitei para adquirir meu modelito da marca, o qual usei durante o Dragão Fashion Brasil
 

Resolvi trazer esse relato e fotos para mais uma vez nos inspirarmos em nos vestir com mais consciência, valor, história, memória Emoticon heart

terça-feira, 14 de abril de 2015

Palestra no Grito Rock Santa Maria

Agradecida pela linda arte e acolhida! Nesse sábado, 18, participo do Grito Rock Santa Maria falando sobre moda sustentável. E claro que "Nina Garimpa(rei)" por esses dias aqui na cidade também Emoticon smile


Inscrições gratuitas pelo link: https://www.facebook.com/gritorocksantamaria/photos/a.138248116345703.1073741828.134733823363799/254162298087617

segunda-feira, 16 de março de 2015

O novo visual da Rita Lee: como é belo mudar!

A recente foto do novo visual da RITA LEE me rendeu muita vontade de escrever algumas linhas e selecionar fotos do estilo dessa senhorinha da qual sou muito fã. Isso porque eu simplesmente adorei a mais recente atitude da nossa rainha do rock! 


Escolher deixar os cabelos originalmente grisalhos depois de tanto tempo da marca registrada dos fios vermelhos mostra aceitação de si, dos anos, do quanto isso pode ser simples e belo. Mudar...
Atitude realmente é uma palavra que rima com Rita ^^ Seja ao se encorajar a seguir carreira solo, escrever letras tão intensas, manter um estilo próprio e se declarar uma adoradora da natureza e dos animais... Baita exemplo, admiração Emoticon heart

segunda-feira, 2 de março de 2015

A impactante campanha “People in Need"

Desejo X necessidade. Consumismo X consumo sustentável. Quero X preciso. Esses e outros contrapontos resumem bem a nova campanha emocionante da ONG Cordaid para o o projeto “People in Need". 

Imagens impactantes da agência Saatchi & Saatchi mostram africanos que vivem na linha de pobreza usando itens de luxo caríssimos, como óculos e bolsa de grifes, e outros que consideramos usuais, como um copo de cerveja ou um perfume. No contraponto, o preço de serviços básicos, mas que lhes faz falta, como acesso à água, à comida ou a itens para casa.

A proposta é fazer as pessoas repensarem suas escolhas, suas reais necessidades. Como costumo abordar nos encontros, vivemos no capitalismo, trabalhamos em troca de dinheiro para poder consumir (não só adquirir produtos, mas também viajar, ler, assistir, ter experiências!), logo podemos também através desse ato consumir melhor e pensar não só na gente, mas no outro (que produz ou que não tem). Preciso mesmo? Vai durar? Vou estender meu uso? ‪#‎outramodaépossível‬