domingo, 30 de agosto de 2015

"The True Cost", um doc. sobre roupas e pressa

Esse texto tinha prazo. Na minha cabeça e agenda ele tinha prazo. A exibição de "The True cost" (2015) já aconteceu faz algumas semanas, numa iniciativa da loja Insecta Shoes em Porto Alegre e a consultoria de estilo Closet Detox. Mas passa tudo muito rápido. Os vários compromissos que a gente que trabalha de forma independente se envolve acabam atrasando outras atividades. Mas mesmo com parte me cobrando, outra parte dizia, calma, se queremos uma moda menos rápida e mais qualidade de vida, podemos também tentar agir com menos pressa, com mais profundidade. Tempo como dinheiro literalmente! Quanto mais tempo se tem pra viver sem correria, mais rico se é, já diria Pepe Mujica :)


O documentário de "moda" trata sobre o verdadeiro custo de nossas roupas, como é a vida de quem trabalha nelas e justamente sobre o fato de estarmos tratando a nossa terra, a nossa agricultura algodoeira nesse caso, como uma fábrica, que tem que produzir rápido, com poucas falhas e o maior lucro possível, tendo sido citada a multinacional dos transgênicos Monsanto. Com a globalização, a rapidez que as coisas pulam na tela e a vontade de consumo que nos induz, estamos cada dia mais ansiosos por novidades. Se antes existia apenas coleções de verão e inverno a cada 6 meses, agora tem novidade toda semana nas redes de fast fashion. E se existe essa alta produção é porque existe um alto consumo também.

 

Outra informação interessante do filme é o fato de que apenas 10% da produção de roupas do mundo vai para os brechós; toneladas e mais toneladas de material viram lixo têxtil não biodegradável, que vai demorar mais de 200 anos pra se decompor. Tão chocante quanto isso é então saber que tudo que existe de roupa no mundo hoje já seria suficiente pra nosso uso por muitos anos, logo a produção nova, ainda mais nesse ritmo enlouquecedor, é completamente desnecessária. Mas como lidar com isso, como posso fazer minha parte?



Formas de consumir melhor existem e dependem de uma vontade interna de mudança que tem que brotar em cada um. Entre as propostas sugeridas, existe a de não comprar mais de grandes redes de fast fashion, as quais desconhecemos a origem das peças e também muitas vezes cobram alto, mas não pagam da mesma forma seus fornecedores; além de comprar mais de brechós e de pequenas marcas naquele esquema #comprodequemfaz Ah, outra forma é não consumir quando não se precisa e consumir menos, claro! Tudo uma questão de prática, como tudo na vida.

"The True Cost" pode ser assistido no Netflix ou pelos seguintes links: http://truecostmovie.com/watch-now

Apresentaram seus cases e abriram questões instigantes com a galera presente Adriana Tubino, da Vuelo; Alice Meditsch, da Colibrii; e Pam Magpali, da Insecta Shoes, todas marcas baseadas em ideias sustentáveis.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Edgar Mai: biólogo do Jardim Lutzemberger e Sapato Florido

Por Aline Ebert


Em decorrência do Dia Mundial do Meio Ambiente, entrevistei uma pessoa admirável por seu trabalho como biólogo e paisagista no lindo e inspirador Jardim Lutzenberger da Casa de Cultura Mario Quintana! Edgar Mai nos conta ainda sobre sua experiência com o projeto Sapato Florido, que reaproveita calçados que viram estilosos vasos para jardim :)

Nina Garimpa - Desde quando você cuida do Jardim Lutzenberger e quais as espécies em destaque?
Edgar Mai - Há alguns anos eu faço a manutenção do Jardim Lutzenberger, que é da Fundação Gaia e acolhido pela CCMQ. O jardim é composto por diversas pequenas coleções de vegetais e assim são agrupados. Por ser inspirado no ambientalista José Lutzenberger, privilegia a diversidade num pequeno espaço. Tudo é importante, mas eu destacaria o recanto evolutivo, com plantas que representam o período importante na história da vida na Terra, sendo algumas consideradas fósseis vivos, como o ginkgo, a cavalinha, a azola e as cicas.  O jardim é um espaço orgânico, pulsante e sensibiliza os visitantes para os mais diversos aspectos da natureza. Sempre foi um espaço muito querido e valorizado pelos visitantes, colaboradores e dirigentes deste centro cultural. Tanto é que, tempos depois, a CCMQ optou por ampliar o paisagismo, criando outros jardins:  o terraço do 7º andar e o Sapato Florido, do outro lado do 5º andar.



NG - Como surgiu a ideia do projeto Sapato Florido?
EM - Eu sempre achei o título do livro 'Sapato Florido', escrito em 1948 pelo Mario Quintana, um nome pronto para um jardim. Como a CCMQ tem, desde a sua inauguração, um espaço infantojuvenil  com esta denominação, eu sugeri a criação de um espaço onde o paisagismo fosse acolhido em 'floreiras sapatos', que seriam calçados descartados como resíduos. Inicialmente, há dois anos, no entanto, os gestores da oficina e direção da Casa optou por convidar artistas ceramistas para criarem floreiras 'calçados', inspirados na obra homônima do poeta. Recebeu-se cerca de 50 peças,  que transformara-se com suas plantas e foram inseridas com outras folhagens. No mesmo ano, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, eu resgatei a ideia original e sugeri uma diversificação dos suportes para os vegetais: calçados que iriam para o lixo. Fez-se uma campanha onde recebeu-se inúmeros exemplares para um jardim que durasse um dia, na Travessa dos Cataventos, chamado afetivamente de 'Jardim do Reaproveitamento'. A motivação seria levar o tema 'educação ambiental' aos frequentadores e escolas visitantes. No dia seguinte à data comemorativa, os 'calçados sustentáveis' foram incorporados pelo Jardim Sapato Florido. Um ano depois, ainda ampliando o tema 'reaproveitamento criativo', foi elaborado floreiras com diferentes suportes, todos resíduos: aquecedor de ambiente, chuveiro, cuias, cascas de ovos, bules, jarra de liquidificador, chapéu, funil, luminária...  



NG - Como está o projeto nesse momento?
EM - O Jardim Sapato Florido tornou-se um espaço permanente. Tem características muito particulares: é inesperado, original, delicado, humorado, educativo, lúdico, significativo e definido pelos visitantes como 'sui generis'. Estimula a imaginação das crianças e os adultos refletem questões relacionadas à educação ambiental: consumo consciente, geração de resíduos, descartes, recursos naturais, reciclagem, reaproveitamento... Há casos de turmas de estudantes que vêm com suas escolas, adotam a ideia e criam seus próprios jardins no ambiente escolar.



NG - O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente esse ano é “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado”. Como você sugere que cada pessoa faça sua parte e diferença ao nosso planeta?
EM - É importante enfatizar que o planeta está esgotando os seus recursos naturais. A preocupação com a sustentabilidade deve ser constante: temos que consumir para suprir nossas necessidades básicas, preservando o planeta para as gerações futuras. Colabora-se com o meio ambiente quando se vive em harmonia com a natureza, prioriza-se o consumo consciente, separa-se e destina-se corretamente os resíduos. Além disso, racionalizar o gasto de água e energia elétrica, também priorizando o transporte coletivo. Os três R's da educação ambiental, 'Reciclar Reaproveitar Reduzir', devem ser ações incorporadas ao nosso cotidiano. Reduzir o consumo e diminuir a geração de resíduos. É importante aumentar o tempo de uso e criar ciclos para as coisas.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Zuzu Angel ganha homenagem do google

Por Aline Ebert

Os 94 anos que a estilista brasileira Zuzu Angel completaria nesse 5 de junho recebeu homenagem do buscador google, que criou um bonito doodle que referencia à data.

Com mais de 20 anos, um instituto com seu nome, o IZA, foi fundado por sua filha, a jornalista Hildegard Angel, com a promoção de cursos, exposições e outras atividades que incentivam a cultura de moda no Brasil. Zuzu era conhecida por justamente fazer coleções que enalteciam temas brasileiros, como cangaço, tropicalismo e também com alusão à ditadura. 

 

Seu filho, Stuart Angel, estudava economia e resolveu entrar para o grupo MR-8, que combatia a ditadura militar instaurada em 1964 no Brasil. Ele foi preso em 14 de abril de 1971, teria sido torturado e morto, declarado desaparecido. Zuzu também morreu de forma trágica. Seu carro capotou em 14 de abril de 1976, fato atualmente investigado pela Comissão da Verdade.

Cena do filme Zuzu Angel (2006)


Filme e música contam sua história

Zuzu Angel (2006) conta a história dessa importante mulher, do auge dos desfiles das coleções no Brasil e exterior ao drama do desaparecimento do filho. Está disponível online: www.youtube.com/watch?v=duCoCVG2tt8

Cena do filme Zuzu Angel (2006)

O cantor Chico Buarque presta sua homenagem com a linda canção Angélica, composta um ano após sua morte. "Quem é essa mulher. Que canta sempre esse estribilho? Só queria embalar meu filho. Que mora na escuridão do mar (...)", diz a letra. Disponível aqui: letras.mus.br/chico-buarque/45106/

terça-feira, 2 de junho de 2015

Porto Alegre na rota do Fórum de Brechós do Sebrae

Por Aline Ebert

Porto Alegre, terceira capital brasileira em número de brechós, ficando atrás apenas de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), recebeu o I Fórum de Inovação para Comércio de Brechós. O Evento aconteceu na última quinta-feira, dia 28 de maio, no Auditório do Sebrae RS, no bairro Passo da Areia. Nomes e projetos expressivos no tema trouxeram suas falas e cases de 20 minutos cada, inspirando dezenas de participantes a melhorarem seus pontos de venda e/ou comércios online.


Entre eles, Babi Andrade (Casa da Traça), destacou paixão e criatividade com baixo custo em sua fala; enquanto Regina Machado sugeriu como criar uma experiência de compra mais agradável, com melhoras na parte olfativa, musical, de luz e até paladar dos brechós, como com agrados aos clientes no ponto de venda.

Alexandre Fischer (redes de lojas Ficou Pequeno e Desempate) deu dicas desde a parte das fotos de uma loja virtual a sobre como fazer uma venda virtual mais humanizada até a parte do pós-venda, com envio de sempre algo a mais, que surpreenda! Franz Ambrozio, do tradicional brechó Minha Vó Tinha, sugeriu exposição mais organizada e seletiva por seções, além de interesse no atendimento, com muita cortesia.

Outra participante de destaque foi Chiara Gadaleta (Eco Era), que abordou a importância do tema pra atualidade devido termos pré-consumo, experiência de compra, mas sobretudo um pós-consumo insustentável, que gera sobras, descartes... Ela apresentou o estilo de vida lohas (lifestyles of health and sustainability) e também destacou a ideia de alianças e parcerias de quem está no mesmo caminho por um consumo sustentável.
Estilo de vida lohas em revista japonesa

O evento segue rodando o Brasil. Confira as próximas datas em www.forumdebrechos.com.br


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pesquisa sobre compras virtuais em brechós

Oi, gente! Estou repensando o formato da venda virtual dos garimpos pra todo o Brasil, mas para isso gostaria de ouvir tua opinião respondendo uma rápida pesquisa, pode ser? Aqui:
Em breve, novidades Emoticon smile

domingo, 3 de maio de 2015

A roupa que traz dignidade

Franzino, negro, com calça e camiseta muito sujos, ele adentrou ao brechó com o patrão. Um senhor também simples, já grisalho, com uma furadeira nas mãos. 
__A senhora vê uma calça pra ele. 
Adivinho o número e começo a procurar. Mostro uma, duas opções. Ele segue na porta. 
__ Pode entrar, vem experimentar, digo. 
Ele então entra de mansinho tipo sem querer incomodar e com vergonha. 
__ Aqui é o provador. Tu fica à vontade, falo.
Ele sorri. Sorriso bonito!
Sai com as calças novas quando o patrão já havia escolhido pra ele também uma camiseta, que ele volta pra trocar. Sai limpo e lhe entrego uma sacola para colocar as peças sujas.
__ Quanto?
__ 10 reais a calça e 5 a camiseta.
O patrão paga e diz que voltará para ver um tênis que gostou.
O menino sai do provador sorrindo e olhando para roupa que usa.
__ Muito obrigada, senhora.
__ Eu que agradeço, respondo, com uma gratidão imensa no peito.
Roupa sem marca. Roupa sem estilo. Roupa abrigo. Roupa dignidade.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quem fez suas roupas? Silvania de Deus!

Tá rolando nessa manhã de sexta, em Fortaleza, uma fala da querida amiga estilista Silvania de Deus da marca homônima, falando sobre a importância que temos que dar para a procedência de nossas roupas. 


O tema em questão vai ao encontro do que tenho também trazido nas palestras. Faz parte, ainda, da campanha internacional de combate ao trabalho escravo, que convida todos a exibirem a etiqueta de suas roupas: ‪#‎quemfezsuasroupas‬ ou ‪#‎whomadeyourclothes‬

Minha última ida à cidade solar foi em 2012, quando visitei mais uma vez a casa-atelier-loja da Sil, lugares onde tudo nasce com tanto cuidado e amor. 

 


Na ocasião, aproveitei para adquirir meu modelito da marca, o qual usei durante o Dragão Fashion Brasil
 

Resolvi trazer esse relato e fotos para mais uma vez nos inspirarmos em nos vestir com mais consciência, valor, história, memória Emoticon heart

terça-feira, 14 de abril de 2015

Palestra no Grito Rock Santa Maria

Agradecida pela linda arte e acolhida! Nesse sábado, 18, participo do Grito Rock Santa Maria falando sobre moda sustentável. E claro que "Nina Garimpa(rei)" por esses dias aqui na cidade também Emoticon smile


Inscrições gratuitas pelo link: https://www.facebook.com/gritorocksantamaria/photos/a.138248116345703.1073741828.134733823363799/254162298087617

segunda-feira, 16 de março de 2015

O novo visual da Rita Lee: como é belo mudar!

A recente foto do novo visual da RITA LEE me rendeu muita vontade de escrever algumas linhas e selecionar fotos do estilo dessa senhorinha da qual sou muito fã. Isso porque eu simplesmente adorei a mais recente atitude da nossa rainha do rock! 


Escolher deixar os cabelos originalmente grisalhos depois de tanto tempo da marca registrada dos fios vermelhos mostra aceitação de si, dos anos, do quanto isso pode ser simples e belo. Mudar...
Atitude realmente é uma palavra que rima com Rita ^^ Seja ao se encorajar a seguir carreira solo, escrever letras tão intensas, manter um estilo próprio e se declarar uma adoradora da natureza e dos animais... Baita exemplo, admiração Emoticon heart

segunda-feira, 2 de março de 2015

A impactante campanha “People in Need"

Desejo X necessidade. Consumismo X consumo sustentável. Quero X preciso. Esses e outros contrapontos resumem bem a nova campanha emocionante da ONG Cordaid para o o projeto “People in Need". 

Imagens impactantes da agência Saatchi & Saatchi mostram africanos que vivem na linha de pobreza usando itens de luxo caríssimos, como óculos e bolsa de grifes, e outros que consideramos usuais, como um copo de cerveja ou um perfume. No contraponto, o preço de serviços básicos, mas que lhes faz falta, como acesso à água, à comida ou a itens para casa.

A proposta é fazer as pessoas repensarem suas escolhas, suas reais necessidades. Como costumo abordar nos encontros, vivemos no capitalismo, trabalhamos em troca de dinheiro para poder consumir (não só adquirir produtos, mas também viajar, ler, assistir, ter experiências!), logo podemos também através desse ato consumir melhor e pensar não só na gente, mas no outro (que produz ou que não tem). Preciso mesmo? Vai durar? Vou estender meu uso? ‪#‎outramodaépossível‬ 


sábado, 14 de fevereiro de 2015

1 metro de tecido vira 4 peças

1 metro de tecido e 4 sugestões de peças para uso no Carnaval, na praia e na cidade também, porque não :) Comprei esse material num balaio em promoção a 7 reais. Mais de meio ano parado, tive a ideia de começar a brincar com as amarrações, sem nenhuma costura! Resultado: dois modelos de vestido, uma saia e um turbante! Na estampa, girassóis, pimentas, pimentão e berinjela, hummm ^^ Segue:

1. Vestido tipo frente única - tecido passa por trás das costas, cruza na frente e amarra atrás no pescoço. Complementos? Pulseiras plásticas, cinto colorido e um pote de banana + corrente vira bolsinha!


2. Vestido tipo tomara-que-caia - tecido passa por trás das costas e faz um nó na frente, próximo aos seios. Traz mais segurança se usado com shortinho. Complementos? Pulseira plástica e pote de abacaxi + corrente vira bolsinha!



3. Saia midi com fenda - tecido passa por trás da cintura e faz um nó na lateral. Se dobrado ao meio, a mesma amarração gera uma saia curtinha. Complementos? Top vintage 80's, leque Caigangue e girassol de tecido.



4. Turbante a la Carmem Miranda - tecido envolve a cabeça de trás para frente, um nó na testa e depois tecido enrolado para trás. Complementos? Brincos amarelos vintage e colar com pingente de bananas.



Gostou? Ficou com alguma dúvida? Escreve no ninagarimpa@gmail.com

Fotos: Gio Corrêa

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vídeo da campanha global Detox (inglês, legenda espanhol)

"Nós somos parte do problema, mas também podemos fazer parte da solução. Aquelas marcas que escolherem esconder suas cabeças embaixo da terra ou resolver a situação apenas aparentemente, terão um futuro incerto. Cada vez é mais fácil identificar os vilões da sustentabilidade e compartilhar essas informações dentro de nossas redes (...)"

A seguir, o ótimo minidocumentário (idioma inglês com legenda espanhol) que também vai ao encontro de nosso ideal "Outra moda é possível" <3

https://www.youtube.com/watch?v=0Ty9kIeMaDQ

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reality show leva blogueiros para ver quem produz roupas no Camboja

“Os jovens da Noruega gastam uma quantidade enorme de dinheiro em roupas, mas eles não fazem ideia onde elas realmente são produzidas”, disse o diretor norueguês Joakim Kleven, que convidou 3 blogueiros de moda (Frida, Ludvig e Anniken) para trabalhar em fábricas têxteis no Camboja e também conhecer a realidade desses funcionários numa espécie de reality show.

"Sweatshop – Dead Cheap Fashion", algo como "Loja do suor - a morte da moda barata" aborda esse assunto: quem trabalha nas fábricas que produz nossas roupas? Como essas pessoas (sobre)vivem?
Fiquem com o link do trailler e mais essa reflexão sobre "outra moda é possível": https://www.youtube.com/watch?v=-SCHfV97D7I#t=27

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Entrevista com Duda Rocha, que lança single

Duda Rocha, amiga cantora de atitude e linda voz lançou seu primeiro single, intitulado "Mil estrelas", nesta semana. Conterrâneas do Vale do Paranhanha (ela de Parobé e eu Taquara), aproveitei para fazer 3 perguntinhas para ela sobre música, moda e vida (a Duda costuma ter postagens com bastante personalidade!) e selecionar fotos nas quais ela usa figurino da Loja Quem te viu, Quem te vê e também Nina Garimpa, na ocasião do projeto Mulheragem. Aqui o link do lançamentohttps://soundcloud.com/duda-rocha/duda-rocha-mil-estrelas A entrevista está a seguir:

Nina Garimpa - O single?
Duda Rocha - Uma antiga parceria minha junto do meu grande amigo Tiago Rubens Goulart. Traz a sonoridade que eu buscava para o meu EP, e obviamente tem a produção do meu produtor e marido/parceiro Thiago Heinrich. É a primeira música que eu mostro de várias que eu pretendo lançar nesse ano.
NG - Como você pensa seu estilo?
DR - Sempre procuro coisas de brechós pela história e estilo que as peças têm, junto de algumas coisas rocker que eu encontro pelas lojas por aí. Antigamente eu não me arriscava muito, mas com o tempo e amadurecimento eu descobri que a moda é uma forma incrível de mostrar minha personalidade e me afirmar como mulher.
NG - E tuas inspirações de vida?
DR - Venho buscando sempre. Todos os dias busco novos jeitos de aprender sobre as velhas coisas mundanas. Ultimamente tenho compreendido mais ainda sobre como é importante ser aquilo que realmente queremos e o quanto isso reflete em quem amamos. A música continua sendo meu ponto de partida, minha linha de frente.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Janeiro Maravilha Tia Mariza

Tá sabendo do Janeiro Maravilha Tia Mariza? 
 

Além do www.ninagarimpa.com que segue sendo atualizado, neste janeiro estou me dedicando todas as tardes de segunda a sexta (13 às 19h) a cuidar do BRECHÓ DA TIA MARIZA (Lima e Silva, 1446), na Cidade Baixa, aqui em Porto Alegre (RS).

 

Nossa querida Tia :)saiu de férias, mas deixou a loja lotadinha de peças femininas e masculinas atuais e também vintage, e o mais incrível: liquida com toda a loja a 10 pilinhas cada apenasss! 
Garimpei pra vocês nas fotos uma mostra de alguns produtos.

 
Bolsinhas vintage e dezenas de gravatas? Tem!

 
Setor de vintage e caixa de lenços com estampas lindas!
    
Óculos de sol e armações disponíveis!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015 :)

Feliz ano novooo Emoticon heart Foi um ano de mudança, de recomeço. Em apenas 1 mês, centenas vieram junto e apoiaram pelo www.facebook.com/ninagarimpa Vamos seguir com tudo em 2015: empenhados em difundir diversão e amor no vestir com a moda sustentável! Ah, claro, e listando coisas bonitas pra seguir fazendo e acreditando... Muito obrigada!