quarta-feira, 27 de abril de 2016

Élin Godóis pinta fachada nesse sábado, 30!

Sensível e talentosa desenhista, Élin Godois não pensou duas vezes pra marcar sua vinda a Pelotas para decorar a fachada do brechó Nina Garimpa quando soube desse nosso desejo. Mesmo atualmente com agenda preenchida por trabalhos com o escritório coletivo FLAMINGOwtf e também suas atividades extras, fez questão dessa viagem de trabalho, mas também de descanso e inspiração na cidade histórica de Satolep :)



Esse carinho e reciprocidade rola desde meados de 2013, quando nos conhecemos através de uma amiga em comum e logo nos unimos para organizar o Piquenique do Amor de Porto Alegre. Já entusiastas do faça-você-mesmo (ela com um projeto de cartas e eu com os zines), a amizade só foi sedimentando.

 

Élin se formou em moda, trabalhou com conteúdo e produção, mas hoje se encontrou nas artes. Já criou e desenhou coleções de postais, imãs, almofagatos, porcelanas e até delicados ovinhos de páscoa, como era feito antigamente. Idealizou inúmeras identidades visuais para projetos/marcas e mais recentemente coloriu paredes de loja, escritório e café da capital gaúcha e também em outras cidades do Brasil. Ah, ela também tem desenhado histórias de casais sob encomenda <3 Tá sempre inventando uma nova moda!


 
  
   



Apaixonada, intensa e apaixonante, tem um traço delicado, romântico e contemporâneo, que casa muito com o amor que dedicamos para montar e manter esse empreendimento.
Vem só coisa boa por aí!

O quê? Pintura da fachada por Élin Godois + novidades de inverno nas araras!
Chazinho oferta da casa pra aquecer corações e tacinhas de vinho da Colônia precinho módico.
Quando? 30 de abril, sábado.
Horário? A partir das 14h.
Onde? Nina Garimpa. Rua Gonçalves Chaves, 322. Pelotas (RS).


Vejam mais algumas imagens do trabalho da Élin <3








 Fotos: www.facebook.com/elingodois.cc

domingo, 24 de abril de 2016

Como fazer parte da revolução da moda

Hoje se celebra o Fashion Revolution, movimento criado por um conselho global de líderes da
indústria da moda sustentável, ativistas, imprensa e acadêmicos que se uniram depois do desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013, deixando mais de 1.133 mortos e 2.500 feridos. Lá trabalhadores terceirizados de grandes marcas conhecidas tinham um regime de trabalho nada humano, sem segurança e salários sempre muito baixos. Perdiam acesso à vida dia a dia, até não tê-la por completo. O barato que se compra no Ocidente e que sai muito caro para vidas do outro lado do mundo.


Assim sendo, esse manifesto nos convida à reflexão sobre quem fez nossas roupas, sobre buscarmos uma moda mais limpa, justa (fair trade) e inclusiva. Mas como fazer nossa parte? Podemos consumir de marcas e redes verificadas (o aplicativo Moda Livre nos ajuda nisso!), de novos estilistas adequados a esse pensamento, empreendimentos locais, artistas, brechós e porque não também costurando ou customizando as roupas que já temos.



Não é uma mudança fácil. Atuando por 10 anos no jornalismo de moda tradicional, 2002-2012, mesmo já perseguindo um estilo próprio, vira e mexe eu adentrava nas grandes magazines buscando pechinchas e tendências fast fashion. Algumas revistas que comprava na época, sites e até meu trabalho me levava a isso. Um tanto de massificação, roupas iguais criadas em série, muito baratas sugerindo grande vantagem, mas sem importar a procedência. Fui me informando sobre o tema - o livro "Eco Chic: o guia da moda ética para a consumidora consciente", da Matilda Lee, deu esse start que precisava para ir criando essa conscientização e buscando dia a dia um novo estilo de vida, desde as roupas que visto até os trabalhos que escolhi ter (Nina Garimpa, Mercado Vintage e Mercado Alternativo).



Já são alguns anos nessa contramão nada fácil. As imagens e desejos estão sempre pulando na nossa frente. Escolhi dar as costas para algumas lojas e simplesmente não ir a shoppings. O de Pelotas, construído longe do Centro para quem mora nas proximidades ou tem carro, ainda nem conhecemos. Não frequentar também me é forma de protesto sobre o quanto as coisas são mostradas glamourizadas perto de como elas realmente são. E disso eu sei um bocado, pois  frequentei das principais semanas de moda brasileiras ao chão de várias fábricas.

Claro que como jornalista, crítica e amante da moda não fecho os olhos pro lado lúdico e bonito da moda, sigo admirando algumas grifes (Chanel, Balenciaga, Stella Mccartney...) as quais dificilmente um dia terei acesso (dicotomias, pois é!), e assistindo os desfiles inspiradores de criadores como Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch e Gloria Coelho ou de marcas como Osklen, Alessa, Ellus, Huis Clos, entre outras. Vários desses inclusive que fazem sua parte para a revolução na moda, usando matérias-primas e mão-de-obra brasileira, por exemplo!

Acredito que a gente consegue tudo que quer e acredita: podemos nos vestir bem, cada um dentro do seu estilo, proporcionar renda a pequenos empreendedores e até gastarmos menos nesse outro formato! Se queremos uma política ética, ela também deve estar na moda que vestimos. Deixo essa reflexão, inspiração e mensagem: Outra moda é possível!

Na foto, eu uso:

-Vestido 90s garimpado em Pelotas por 10,00;
-Botinas artesanais garimpadas em São Leopoldo por 25,00;
-Colete 70s garimpado em Porto Alegre por 5,00;
-Chapéu coco feito pelo chapeleiro francês Maurice Plas, com atelier na Rua Augusta, em São Paulo. Valor a consultar.

Fotos: Gio Corrêa <3

terça-feira, 19 de abril de 2016

84 gatos da Gonça + dj micha + NG

Criar projetos e eventos sempre demanda tempo e bastante trabalho. Mas a gente gosta tanto e está tão aberto a somar e conhecer pessoas, que acabamos desenvolvendo o 1 evento aqui na loja com a 84 gatos da Gonça :) ^-^

Foi um sábado de duplo brechó, o deles beneficente no pátio lateral e o Nina Garimpa na loja. O grupo de amigos resgata, castra e coloca para adoção gatos de uma casa abandonada nessa mesma rua, a Gonçalves Chaves, além de animais que vão aparecendo em seus caminhos necessitando ajuda.

Teve fila na abertura, aquela correriazinha pelas ótimas peças, amigos e apoiadores durante o dia, novos clientes conhecendo o Nina e se identificando com a proposta... só temos a agradecer!

Finalizamos com o som do querido e ótimo dj micha, que saiu todo feliz desfilando com uma linda camisa african vintage 70s daqui!

Obrigada a todxs que doaram, trabalharam e/ou compareceram, nos ajudando nessa causa que é pública <3 Em breve, tem mais!










 


fotos: Gio Corrêa