segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ronaldo Fraga em Porto Alegre: ressignificar é preciso!

Fiquei muito feliz quando soube que eu estaria em Porto Alegre no período da exposição do Ronaldo Fraga na CCMQ. O estilista sempre me foi um sopro de inspiração e fôlego dentro de uma moda massificada, comercial e bastante parecida. 

Fotinho feita enquanto a gente tomava um café na frente, após a visita

Como Jornalista na UseFashion, amava dar preview com os croquis da sua nova coleção, fazer notícias sobre seu desfile ou entrevistá-lo para alguma reportagem. Ronaldo Fraga no meio da moda é sinônimo de criatividade, cultura brasileira, arte, inventividade e emoção.

  
Partes da mostra na Casa de Cultura Mario Quintana

A exposição "Caderno de Roupas, Memórias e Croquis", que já passou por diversas outras capitais em anos anteriores, é todo esse sobro de inspiração e um tanto mais. Sua/nossa mania, de alguns, de guardar coisas, nossos tesouros, que a partir de sensibilidade e ressignificação, viram coleção, figurino, decoração. Está tudo lá até 11 de dezembro para quem quiser ver. Uma dia antes inclusive rola o Mercado Vintage especial jeans no mesmo local, oportunidade dupla <3

Fomos a amiga Aline Gonçalves, Gio e eu :) 
 

A exposição traz maletinhas com escritos que contam passagens de sua vida, quadros com fotos de família, objetos, desenhos, tudo muito colorido, vivo e pulsante. No texto singular de Regina Guerreiro no início da carreira dele, clara alusão a moda com poesia e seu estilo único de vestir uma "nova mulher". Ronaldo brinca com os clássicos, as formas e porque não os gêneros. Sempre me lembro dos figurinos atrativos da Fernanda Takai, no início do Pato Fu.

  Os looks que mais me chamaram atenção: caderno de tecido,
poesia na roupa, marchetaria e cor!
 

Vale muito a visita!

O questionamento que por ora fiquei é o pesar de nem todos os seus admiradores poderem ter uma peça sua. Eu mesma ainda não tenho. Quando fui ao Minas Trend, não rolou de ir numa loja ou de garimpar em algum brechó.  Essa parceria agora com a Lojas Pompéia pode ser um meio de caminho para isso. 

No meu caso, depois de tantos anos sem peças novas de redes de lojas, estou disposta a dar uma conferida... A empresa é local, a confecção é local e até a produção de moda da amiga Gabriela Casartelli é local. Ronaldo Fraga foi maravilhoso mais uma vez nessa escolha! 

Viva a moda autoral, a cultura e a memória no vestir da gente!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Couro de cogumelo + sou vegetariano, uso couro animal?



Com a divulgação do vídeo sobre o surgimento de um novo couro, feito a partir de cogumelos (foto), achei bacana aproveitar para postar sobre como funciona o assunto couro animal aqui no brechó NG.

Bem, primeiramente, quero contar que esse novo couro também tem boa resistência e é biodegradável. Tem aparência igual ao couro de boi, mas sem precisar abusá-lo. É o couro vegan! Já é realidade em outros países, deve surgir logo em grandes marcas, mas deve demorar muito para chegar e ainda conquistar as menores ou grandes mas com pensamentos muito tradicionais. O vídeo divulgado mostra ainda a realidade de alguns países como Marrocos, que produzem couro animal para o Ocidente. As fotos são chocantes. Estamos falando não apenas de exploração então dos bichos, mas de pessoas que trabalham em curtumes em condições ruins. Que conhecer? Aqui está o vídeo divulgado sobre o novo material: https://www.facebook.com/CollectiveEvolutionPage/videos/10154382332773908


Curtume tradicional em Fez, Marrocos

Aproveitando o tema, dia desses uma cliente que me conhece escreveu perguntando uma opinião pessoal sobre o uso do couro animal, sendo que ela é vegetariana como eu. Fiquei contente pela mensagem dela e colo aqui minha resposta ipsis litteris:

"eu sou vegetariana (não vegana, apesar de admirar essa prática!) desde 2005. Tu tem razão de se fazer essa pergunta, muito lindo da tua parte. Eu realmente entendo que não há diferença uma coisa da outra. Mas eu optei por seguir usando couro, apenas comprado em brechó, ou seja, peças já produzidas, compradas, desacreditadas. Não compro couro novo, em loja. É uma forma, não a mais correta, mas a que achei para seguir incluindo couro e camurça no meu vestir, pois já tinha short, calçados, jaqueta... e assim também ampliei o uso dessas peças, sem precisar comprar novas".


Então esse pensamento, eu trouxe para o brechó, vender produtos de couro atual que as pessoas não querem mais ou peças lindas vintage e que muitas pessoas abandonaram por ser antigas e "fora de moda". Acontece que tem já, ainda bem, grande parcela de pessoas que adoram reaproveitar, pagar menos e ainda aquelas que amam o que para uns é demodê, para elas é estilo! Então assim, a gente reacredita num monte de roupas que viraria lixo e não precisa comprar novas de qualquer que seja o material.



Sapato camurça anos 70/80 garimpado para o editorial "Sul(n)inas"

Dia desses, ainda, me dei ao "luxo" de adquirir numa promo meu segundo Louloux, esse direto da loja virtual, portanto novo. Brinquei com o "luxo", porque fazia muito tempo mesmo que não comprava peças novas ou em lojas tradicionais. O primeiro tinha sigo garimpado com muito orgulho num brechó em Porto Alegre a R$ 5. Essa marca trabalha com reaproveitamento de sobras da indústria calçadista, ou seja, o que também viraria lixo. Sei que sou julgada por algumas pessoas por ser vegetariana e usar couro, mas eu me sinto tranquila com minha consciência e opção de vida, divulgando a cultura do reuso e não incentivando novos abates para uso estético, já que também não consumo a carne na alimentação. 

Desejo com esse relato também inspirar alguma reflexão, seja qual for tua decisão :) 


Gracias pela leitura!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Setembro Amarelo: pra inspirar a vida e abrir o coração



Você já ouviu falar de Setembro Amarelo?  Trata-se de uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, pra alertar a população sobre a realidade no Brasil e no mundo, e suas formas de prevenção.

Desde 2014, ocorre no mês de setembro, assim como existe o outubro rosa (câncer de mama) e o novembro azul (câncer de próstata).

Com identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações, fazemos nossa parte com essa postagem e look montadinho especial em homenagem à campanha, inspirando a beleza da vida e o falar sempre sobre o que sentimos de bom e ruim com algum próximo ou mesmo através dos canais de comunicação do Centro de Valorização da Vida (veja ao final).




A primeira vez que ouvimos falar sobre foi através da amiga e cliente Thamires Seus. Ela já teve esses pensamentos, uma tentativa e hoje em dia fala abertamente sobre o tema e pretende ajudar outras meninas que também tiveram a mesma vontade.

Há poucos dias, lançou o blog 12 girassóis, com dicas de coisas bacanas que ela faz e fotógrafa, pois mesmo tão jovenzinha, ela já é um talento na área.

Em breve, vai lançar nos seus canais um ensaio temático ao Setembro Amarelo e com figurino nosso <3








Blog da Thamires:
www.dozegirassois.com

Vídeo Thamires sobre a data:
www.youtube.com/watch?v=vLGHzUmh7eM

Site da campanha:
www.setembroamarelo.org.br

Centro de Valorização da Vida:
www.cvv.org.br

Telefone: 141 



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pessoa inspiradora: Clara e Tomás, Porto Alegre, março de 2013



Março de 2013. Naquele dia 22 eu fazia 30 anos e comemorei só, circulando pelas ruas de Porto Alegre com minha câmera fotográfica. Mãe e filho estavam saindo do Assentamento Utopia e Luta e me geraram uma vontade de foto instantânea. Desafiando o trânsito da grande cidade com leveza e sorriso, a Clara levava o pequeno Tomás de bici pra escola. Clara e Tomás são... pessoas inspiradoras!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Desfile trata de reciclagem, você separa corretamente o lixo?

O cenário escolhido foi maravilhoso, a Biblioteca Pública Municipal de Pelotas. A inspiração também, uma mulher forte e super brasileira, Elza Soares. As peças conceituais, muito criativas e bem realizadas, produzidas a partir de.... lixo! Esse é o ponto mais importante da tarde de ontem, quando alunos do Ifsul Pelotas apresentaram criações suas desfiladas (mas que ótima ideia!) por mulheres trabalhadoras das cooperativas de separação de lixo da cidade.




Sim, é isso que inicialmente quero destacar. Disso que Edson Pla Monterosso, do Departamento de Resíduos Sólidos do Sanep, também assinalou. O desfile de ontem chama atenção para o fato de que precisamos separar melhor o lixo de Pelotas. Uma responsabilidade de cada um, de cada casa, que respinga em pessoas, que vão gerar renda a partir da reciclagem. E sabemos que plástico, papel, vidro, metal... misturado com frutas ou alimentos, por exemplo, necessitam de ainda mais energia e recursos naturais, no caso água, para ser higienizado. Ou pior, nem passam pela triagem e vão direto pro aterro sanitário. Vocês sabiam que só devemos colocar nos contêineres disponibilizados pelas ruas o lixo orgânico que produzimos? O lixo seco deve ser destinado aos caminhões de coleta seletiva (veja dia e horários de seu bairro aqui ou leve até uma escola-coletora e faça parte dessa mudança que depende de cada um de nós).

Com o tema "A mulher do fim do mundo", foram adentando os looks, um a um, criados a partir de materiais como esponja, flores plásticas, guarda-sol, guarda -chuva, sombrite, sacos de lixo, caixas de leite, lacres de latinha, fios e bambolê. Durante duas semanas, professoras ministraram uma oficina que envolveu estudantes do curso de Design de Moda do Ifsul e também 5 cooperativas de reciclagem em Pelotas: Cooperativa de Trabalho dos Agentes Ambientais Fraget (COOTAFRA), a Cooperativa União de Resíduos Sólidos (UNICOOP), a Cooperativa de Catadores da Vila Castilhos (COOPCVC), a Cooperativa Pelotense de Prestação de Serviço e Ação Social (COOPEL) e a Cooperativa de Trabalho e Reciclagem Ltda. (COORECICLO). 


Em fala para matéria do site da Prefeitura, a cooperada Julia Lameirão contou que participar das oficinas, ver as confecções e desfilar foi emocionante: “frio na barriga é o que ainda estou sentindo. Foram duas semanas muito boas, e pretendo participar sempre que surgir oportunidades”.
     
Sem dúvida um desfile que mostrou mais do que moda, mas estética aliada a auto-estima, geração de renda e conscientização ambiental. Foi lindo, parabéns a todos os envolvidos e vamos em frente nessa luta diária por uma vida mais sustentável!     



Assista ao vídeo com o final coletivo do desfile 

"Recicla Moda" 2016:


domingo, 21 de agosto de 2016

Pessoa inspiradora: Aboul, Senegal, Dia do Patrimônio, Pelotas - RS, agosto 2016

Estamos estreando no Nina Garimpa uma seção nova de uma ideia antiga: fotos e pequenos textos sobre PESSOAS INSPIRADORAS que encontramos por onde passamos. Por um tempo eu já divulguei fotos com essa vibe no extinto Nina Flores, e inclusive vou republicá-las no álbum que estamos criando com esse tema.

Esse start começa pelo visual estético interessante e se torna ainda maior quando conversamos e sabemos um pouco quem são e o que fazem essas pessoas.

Vou começar com uma foto feita nesse próprio domingo, 21/8/16, do Aboul, do Senegal, que estava alguns dias em Pelotas em decorrência de atividades culturais do Dia do Patrimônio (19 a 21 de agosto de 2016). Eles estavam vendendo roupas, acessórios e artes com a cultura do país africano. Peças lindas, repletas de cores e símbolos. Escolhi um brinco de madeira com rosto feminino esculpido, usando turbante colorido, um primor! Aboul é pessoa inspiradora!

A atualização da seção PESSOA INSPIRADORA vai acontecer conforme as fotos forem rolando, sem tempo :)


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Bem da Terra: consumo alimentar sustentável em Pelotas

A visita de uma amiga super antenada em alimentação saudável essa semana nos fez acelerar uma vontade de alguns meses: ir conhecer melhor e aderir ao sistema de consumo de alimentação sustentável Feira Virtual Bem da Terra, cooperativa aqui de Pelotas, interior e arredores. O projeto é tão bonito que resolvemos postar no NG sobre o assunto para, quem sabe, incentivar novos adeptos.

Toda segunda 18h ou sábado 10h, rola uma palestra sobre o assunto, onde o consumidor entende os detalhes e pode se cadastrar para fazer uso. Em resumo, funciona assim: com login e senha, entre segunda e quinta, você escolhe num site entre mais de 500 produtos listados por tipo, cooperativa, nome e preço. Tudo que assinalar vai para uma lista, que fecha às quintas. Sexta, um transporte passa e recolhe os alimentos de todas os empreendimentos no interior. Sábado, você/os consumidores buscam e pagam, em dinheiro, na hora, ou podem receber também por bici entrega. O mínimo de consumo é R$ 60 por mês, média que ajuda a manter o aluguel de um local e o transporte dos alimentos. Esse vídeo explica direitinho o funcionamento: https://www.youtube.com/watch?v=OFZIqUM8j6M

Tudo é fresco, com preços justos, produzido pela agricultura familiar, pequenos empreendimentos e sem venenos. O mais legal, rola um rodízio e umas duas ou três vezes ao ano, você ajuda a montar a cesta de pedidos seus e de outras pessoas.

Ao final, encontramos com uma cliente aqui da loja e descobrimos que estávamos comprando abóbora de pescoço produzida por seus pais! Coisa boa consumir de pessoas próximas e levar renda a quem também está nos proporcionando, e respeitando o meio ambiente, mostrando um ciclo perfeito.

Já fizemos pedidos por duas semanas e estamos muito satisfeitos, com menos idas ao Supermercado tradicional. Sem dúvida, um projeto lindo e emocionante para quem quer consumir fazendo a diferença na sua vida e de outras pessoas!

Quer conhecer e aderir?

Segundas 18h e sábados 10h. 
Rua XV de novembro, 252, esquina Tamandaré. 
Pelotas - RS.
www.facebook.com/feiravirtualbemdaterra

sábado, 28 de maio de 2016

Escola ocupada Dom João Braga debate consumo consciente

Com muito esforço familiar, sempre estudei em escola particular. Tive colegas muito queridos comigo, mesmo com muito mais poder aquisitivo, alguns amigos até hoje. Recebemos exímia educação, passamos no vestibular e fizemos faculdades, entramos no "maravilhoso mundo do mercado de trabalho" (eu fugi dele, mas isso já seria outra história...), nos tornamos ótimos profissionais, mas sinto que falta algo mais... humano, social no ensino tradicional! 





Na sexta, 27 de maio, levantei cedo e fui dar aula voluntária de consumo consciente pra uma turma de uns 15 alunos que estão ocupando a escola Dom João Braga, no Centro de Pelotas (RS). Uns ainda dobravam os cobertores e outros serviam o café quando cheguei. Outra se apressava pra varrer o palco onde eu sentaria. 16, 17, 18, 19, 20 anos... Alunos de primeiro, segundo, terceiro anos e Eja que, apoiando essa greve em nome da educação estadual e brasileira estão tendo e nos dando uma das maiores lições de suas vidas. Fui para falar sobre um dos atos políticos que a gente pode ter frente nessa vida, no caso frente ao comércio, para pessoas que, mesmo tão jovens, já estavam fazendo muita política naquela atitude em estar ali reivindicando... melhor ensino!

Fui recebida de maneira tão gentil e a forma unida que atuam me emocionou em vários momentos. Um viva aos jovens que através de uma educação mais libertadora podem acrescentar mais não só nas suas próprias vidas mas na de toda sociedade. Um orgulho também aprender tanto com eles!







terça-feira, 17 de maio de 2016

Moda Insights 2016 aborda consumismo

Desde 2005, a Feevale, em Novo Hamburgo (RS), organiza o Moda Insights pra estreitar os laços entre comunidade e academia. Para edição de 2016, que rola nos dias 23 e 24 de maio, colaborativismo, processos justos, novos hábitos de compra e slowstyle estão entre os temas pra falar sobre consumismo.

Essa pintura muito criativa e semiótica de autor desconhecido remete ao fato de que o ser humano teria evoluído para a massificação e inclusive descaracterização do seu ser, virando um mero número, aqui representado por um código de barras bem comercial.


Em janeiro de 2014, tive o prazer de ministrar, nessa mesma Universidade, o curso de extensão "Vintage: memória, estilo e sustentabilidade", que já naquela ocasião reuniu dezenas de alunos de Moda e vários outros cursos interessados pelo tema urgente na sociedade. Trabalhamos, durante 4 aulas, o contexto vivido e as formas que cada um pode ter para atuar nessa mudança.

Entre os textos encontrados enquanto selecionava a imagem utilizada destaque para um, do site Outras palavras, que trata da dimensão psicológica do consumismo: 
http://outraspalavras.net/posts/consumismo-de-final-de-ano-a-dimensao-psicologica/

É muito importante que universidades, que estão formando novos profissionais justamente para "ocupar o mercado", tragam esses assuntos para a roda sem medo de perder ibope, sabendo que o futuro do planeta todo depende dessa nova mentalidade. A seguir, a programação e mais infos sobre inscrição aqui: http://www.feevale.br/ensino/cursos-e-eventos/modainsights/programacao

Programação

Dia 23 de Maio 

  • 9h às 22h - Arte & Moda 
  • 18h30min às 19h30min - Credenciamento
  • 19h30min às 19h45min - Abertura
  • 19h45min às 22h15min - Mesa redonda com Fashion Revolution, NUZ Demi Couture e Projeto Gaveta, com mediação de Cacá Camargo

Dia 24 de Maio

  • 9h às 22h - Arte & Moda  
  • 18h30min às 19h30min - Credenciamento
  • 19h30min às 22h - Mesa redonda com Flávia Aranha, EcoTece e ADA, com mediação de Dallen Cardoso


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Élin Godóis pinta fachada nesse sábado, 30!

Sensível e talentosa desenhista, Élin Godois não pensou duas vezes pra marcar sua vinda a Pelotas para decorar a fachada do brechó Nina Garimpa quando soube desse nosso desejo. Mesmo atualmente com agenda preenchida por trabalhos com o escritório coletivo FLAMINGOwtf e também suas atividades extras, fez questão dessa viagem de trabalho, mas também de descanso e inspiração na cidade histórica de Satolep :)



Esse carinho e reciprocidade rola desde meados de 2013, quando nos conhecemos através de uma amiga em comum e logo nos unimos para organizar o Piquenique do Amor de Porto Alegre. Já entusiastas do faça-você-mesmo (ela com um projeto de cartas e eu com os zines), a amizade só foi sedimentando.

 

Élin se formou em moda, trabalhou com conteúdo e produção, mas hoje se encontrou nas artes. Já criou e desenhou coleções de postais, imãs, almofagatos, porcelanas e até delicados ovinhos de páscoa, como era feito antigamente. Idealizou inúmeras identidades visuais para projetos/marcas e mais recentemente coloriu paredes de loja, escritório e café da capital gaúcha e também em outras cidades do Brasil. Ah, ela também tem desenhado histórias de casais sob encomenda <3 Tá sempre inventando uma nova moda!


 
  
   



Apaixonada, intensa e apaixonante, tem um traço delicado, romântico e contemporâneo, que casa muito com o amor que dedicamos para montar e manter esse empreendimento.
Vem só coisa boa por aí!

O quê? Pintura da fachada por Élin Godois + novidades de inverno nas araras!
Chazinho oferta da casa pra aquecer corações e tacinhas de vinho da Colônia precinho módico.
Quando? 30 de abril, sábado.
Horário? A partir das 14h.
Onde? Nina Garimpa. Rua Gonçalves Chaves, 322. Pelotas (RS).


Vejam mais algumas imagens do trabalho da Élin <3








 Fotos: www.facebook.com/elingodois.cc

domingo, 24 de abril de 2016

Como fazer parte da revolução da moda

Hoje se celebra o Fashion Revolution, movimento criado por um conselho global de líderes da
indústria da moda sustentável, ativistas, imprensa e acadêmicos que se uniram depois do desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013, deixando mais de 1.133 mortos e 2.500 feridos. Lá trabalhadores terceirizados de grandes marcas conhecidas tinham um regime de trabalho nada humano, sem segurança e salários sempre muito baixos. Perdiam acesso à vida dia a dia, até não tê-la por completo. O barato que se compra no Ocidente e que sai muito caro para vidas do outro lado do mundo.


Assim sendo, esse manifesto nos convida à reflexão sobre quem fez nossas roupas, sobre buscarmos uma moda mais limpa, justa (fair trade) e inclusiva. Mas como fazer nossa parte? Podemos consumir de marcas e redes verificadas (o aplicativo Moda Livre nos ajuda nisso!), de novos estilistas adequados a esse pensamento, empreendimentos locais, artistas, brechós e porque não também costurando ou customizando as roupas que já temos.



Não é uma mudança fácil. Atuando por 10 anos no jornalismo de moda tradicional, 2002-2012, mesmo já perseguindo um estilo próprio, vira e mexe eu adentrava nas grandes magazines buscando pechinchas e tendências fast fashion. Algumas revistas que comprava na época, sites e até meu trabalho me levava a isso. Um tanto de massificação, roupas iguais criadas em série, muito baratas sugerindo grande vantagem, mas sem importar a procedência. Fui me informando sobre o tema - o livro "Eco Chic: o guia da moda ética para a consumidora consciente", da Matilda Lee, deu esse start que precisava para ir criando essa conscientização e buscando dia a dia um novo estilo de vida, desde as roupas que visto até os trabalhos que escolhi ter (Nina Garimpa, Mercado Vintage e Mercado Alternativo).



Já são alguns anos nessa contramão nada fácil. As imagens e desejos estão sempre pulando na nossa frente. Escolhi dar as costas para algumas lojas e simplesmente não ir a shoppings. O de Pelotas, construído longe do Centro para quem mora nas proximidades ou tem carro, ainda nem conhecemos. Não frequentar também me é forma de protesto sobre o quanto as coisas são mostradas glamourizadas perto de como elas realmente são. E disso eu sei um bocado, pois  frequentei das principais semanas de moda brasileiras ao chão de várias fábricas.

Claro que como jornalista, crítica e amante da moda não fecho os olhos pro lado lúdico e bonito da moda, sigo admirando algumas grifes (Chanel, Balenciaga, Stella Mccartney...) as quais dificilmente um dia terei acesso (dicotomias, pois é!), e assistindo os desfiles inspiradores de criadores como Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch e Gloria Coelho ou de marcas como Osklen, Alessa, Ellus, Huis Clos, entre outras. Vários desses inclusive que fazem sua parte para a revolução na moda, usando matérias-primas e mão-de-obra brasileira, por exemplo!

Acredito que a gente consegue tudo que quer e acredita: podemos nos vestir bem, cada um dentro do seu estilo, proporcionar renda a pequenos empreendedores e até gastarmos menos nesse outro formato! Se queremos uma política ética, ela também deve estar na moda que vestimos. Deixo essa reflexão, inspiração e mensagem: Outra moda é possível!

Na foto, eu uso:

-Vestido 90s garimpado em Pelotas por 10,00;
-Botinas artesanais garimpadas em São Leopoldo por 25,00;
-Colete 70s garimpado em Porto Alegre por 5,00;
-Chapéu coco feito pelo chapeleiro francês Maurice Plas, com atelier na Rua Augusta, em São Paulo. Valor a consultar.

Fotos: Gio Corrêa <3

terça-feira, 19 de abril de 2016

84 gatos da Gonça + dj micha + NG

Criar projetos e eventos sempre demanda tempo e bastante trabalho. Mas a gente gosta tanto e está tão aberto a somar e conhecer pessoas, que acabamos desenvolvendo o 1 evento aqui na loja com a 84 gatos da Gonça :) ^-^

Foi um sábado de duplo brechó, o deles beneficente no pátio lateral e o Nina Garimpa na loja. O grupo de amigos resgata, castra e coloca para adoção gatos de uma casa abandonada nessa mesma rua, a Gonçalves Chaves, além de animais que vão aparecendo em seus caminhos necessitando ajuda.

Teve fila na abertura, aquela correriazinha pelas ótimas peças, amigos e apoiadores durante o dia, novos clientes conhecendo o Nina e se identificando com a proposta... só temos a agradecer!

Finalizamos com o som do querido e ótimo dj micha, que saiu todo feliz desfilando com uma linda camisa african vintage 70s daqui!

Obrigada a todxs que doaram, trabalharam e/ou compareceram, nos ajudando nessa causa que é pública <3 Em breve, tem mais!










 


fotos: Gio Corrêa