quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Gracias, feliz ano novo!

Um beijo e aquele abraço. Gracias a todos que tem feito nosso brechó se desenvolver e nossa vida se complementar. Clientes, parceiros, amigos! Feliz 2016 a todxs! Hasta la Vista em 11 de janeiro com novidades e garimpos de viagem! 
💙


Foto: Gio Corrêa

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Larita visita

Vídeo da arte da amiga cenógrafa Lara Coletti em processo... Vem ver ao vivo quando reabrirmos 11/01 :)


Emoticon hearVem ver ao vivo quando reabrirmos 11/01 Emoticon hearVem ver ao vivo quando reabrirmos 11/01 

Larita visita em processo <3 Vem ver ao vivo quando reabrirmos 11/01 ;)
Publicado por Nina Garimpa em Segunda, 28 de dezembro de 2015

Viagem com "16 kg de vida" por Deisi Carmo


Instagram é bom pra gente mostrar, mas também pra ver, pra comemorar com o outro, pra se inspirar. Conheci a Deisi Carmo (@shineeonyoucrazydiamond) no III Encontro de Educação Libertária de Sapiranga, e logo depois ela pegou a estrada com uma amiga, estão rodando a América Latina com uma mochila nas costas e muito amor e abertura no coração. Eu venho acompanhando suas postagens e pedi que ela nos escrevesse um texto aqui pro blog NG quando eu vi essa foto do seu "roupeiro novo" :) Adorável, formidável. Pra inspirar as próximas viagens. Segue: 


16 kg de vida


"Assim vejo minha mochila, que como eu, transformou-se em uma verdadeira metamorfose ambulante. Um misto de desapego, solidariedade e vivências.

 

Roupas, livros, utensílios e materiais para trabalho artesanal dentro dela, barraca, cobertor e colchão fora, anexados. Foi adaptando-se ao caminho percorrido. Inicialmente roupas pesadas para montanha, roupa esta doada logo de chegar a costa, aos viageiros que faziam a rota contrária.

 

Na volta a montanha, sem desesperos nos salva um brechó, com um "calientito" casaco de lã e antes mesmo de surgir a necessidade, presentes e solidariedade de amigos queridos, renovam minha mochila, permanecendo poucos itens que vieram de casa comigo, como exemplo minha saia da Lua da Tri Chica!  

   

E neste clima de desapego e renovações seguimos e seguiremos, baixando e subindo montanhas :) Adquiri no caminho algumas peças compradas de "quem fez" e muito artesanato dos locais por onde passei. Confecciono manualmente minhas bolsas e acessórios, e desde de então, mas meu consumo é praticamente zero".




Instagram Ochy, sua amiga de viagem: https://www.instagram.com/ochy_01/


  

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A túnica africana e o Museu do Doce de Pelotas

Gente, fechamos essa primeira série de fotos da página com uma túnica africana maravilhosa e em frente ao Museu do Doce de Pelotas! Sabiam que o famoso doce daqui não é só uma deliciosa criação dos imigrantes portugueses, mas com importante contribuição da cultura africana?

Essa peça foi garimpada no interior, participou do Mercado Vintage e, viajou para Pelotas, participou do filme Canecalon e foi adquirido nessa tarde por uma nova cliente de Porto Alegre e que veio passar o Natal na cidade :)

A prova pura de que nossas roupas falam, têm trajetórias, história, e que a gente pode fazer uso disso nas nossas escolhas, pra melhorar nossos dias, nossa auto-estima, pra construir estilo <3 



Foto: Gio Corrêa

Para ver as demais fotos com outras peças e histórias, basta acessar www.facebook.com/ninagarimpa e www.instagram.com/ninagarimpa
Emoticon heart

domingo, 20 de dezembro de 2015

Um presépio de crochê

Sempre quis ter um presépio, pois teve representatividade na infância. O de família era de gesso, supersensível a quebra. Então conheci a Gabriela, do Cca Artesantos, no Mercado Alternativo, e ela produziu essa beleza em crochê pra mim. Baita artista né. O kit conta com Maria, José, Jesus, dois animais e um anjinho. Cada um com aproximadamente 6cm. Podemos valorizar mais, sempre que houver opção, as manualidades aos industrializados massificados. 

 

A árvore desse ano repetiu os botões grandes do ano passado e que eu contei como fiz nessa outra postagem. Mas acrescentamos algumas bolinhas vermelhas vintage e botões menores, de coração, cogumelo, gato, cão e outros, típicos de roupas infantis. Quem montou foi o Gio e a Nina :)







Ainda sobre o presépio, sugiro conhecerem no perfil da marca  Cca outros trabalhos, como os bonecos do Raul Seixas, Einstein, Frida, a minicamera do Instagram e outros produtos em crochê. Lindo! Ah, um FELIZ NATAL, cheio de amor, a todos <3

sábado, 19 de dezembro de 2015

No Paraíso com R$ 6 no bolso

Faltou farinha. Era hora do almoço e o Gio resolveu fazer uma pizza artesanal. Receita que ele aprendeu com a mãe e já incrementou tanto que dá gosto, literalmente, de ver (e comer). Mas acabou a farinha e eu resolvi buscar no Paraíso. Sim, esse é o nome do Super aqui pertinho de casa.

A gente já tinha feito Mercado há dois dias e comprado um pouco de todo o básico que usamos no dia a dia, pros próximos 3, 4 dias, então seria só a farinha mesmo. Levei a niqueleira que sempre uso de carteira com apenas R$ 6, quatro notas de 2, e uns quebrados. O intuito era só comprar farinha e talvez pão.

Cheguei e procurei a farinha mais em conta, porque sempre que posso economizo e porque também a gente fica com uma sensação de fazer ainda mais economia quando se está com grana contada, sem a sensação de liberdade que o cartão de crédito nos dá.

Daí eu fui pegar o pão, mas lembrei que se eu tava levando farinha, podia também fazer pão, logo podia fazer render muito aqueles R$ 6 e me coloquei esse desafio divertido.

Troquei os pães por frutas, porque a gente tem gostado muito de comer de noite por sobremesa e com alguma coisa junto também, tipo creme de leite. Daí peguei 3 pêssegos amarelos e 3 bananas. Ok, ainda dentro do orçamento, fui adiante nas ideias ;)

Lembrei que tinha feito Chá Mate e que adoro ele com limão, e peguei 1 limão. Trinta e poucos centavos. Ok!

O que a gente vai fazer amanhã de almoço? Tinha cebola e cenoura em casa, mas faltava ainda mais algum vegetal, quem sabe abobrinha ou berinjela? Venceu a primeira opção, que estava com o quilo mais barato, hehe.

Então eu passei no Caixa praticamente sabendo quanto ia dar e voltei pra casa me sentindo super feliz e satisfeita com o pouquinho de tudo que precisava e ainda mais. Fiquei a fim de começar a ir no Mercado sempre com um valor x de grana e me propor esse desafio de criatividade. Mais alguém pilhou? É, gente, outro tipo de consumo é possível também no supermercado <3

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Cartão de Natal e a experiência vintage

Será que a gente poder ter uma experiência vintage? Acho que sim <3 Não imaginam a delícia de nos dias atuais recebermos aqui na loja um cartão de Natal pelos Correios, com a letrinha ali dentro e os melhores desejos. Coisa da amiga Gabi Falcão e seu filhote Miguel, que estão morando no Rio de Janeiro. A-MA-MOS! Já está na nossa árvore natalina. Muito obrigada pelo carinho.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Um vídeo amador mostrando o bonito Mercado Vintage

Foto é ótimo, claro, mas tem vezes que um vídeo ajuda a mostrar a dimensão de uma situação. E eu fiz esse, de baixa qualidade e falando de improviso, mas porque o Mercado Vintage do último sábado, na Casa De Cultura Mario Quintana, foi muito bonito e especial. Espero que gostem :) A foto de abertura do vídeo é da Beta Perin, que arrasou nos clicks publicados lá na página www.facebook.com/mercadovintage

Nina Garimpa mostra o Mercado Vintage
Foto é ótimo, claro, mas tem vezes que um vídeo ajuda a mostrar a dimensão de uma situação. E eu fiz esse, de baixa qualidade e falando de improviso, mas porque o Mercado Vintage do último sábado, na Casa De Cultura Mario Quintana, foi muito bonito e especial. Espero que gostem :) A foto de abertura do vídeo é da Beta Perin, que arrasou nos clicks publicados lá na página www.facebook.com/mercadovintage
Posted by Nina Garimpa on Quinta, 10 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Brechó de Troca acontece no Mercado Vintage



Tá a fim de trocar umas peças que não usa mais? Recebo vários contatos de pessoas querendo vender ou mesmo trocar produtos. Costumo sugerir três vias: grupos do Facebook, álbum pessoal com os desapegos ou o Brechó de Troca, iniciativa muito bacana da Helena Soares.

O projeto está em parceria com o Mercado Vintage e realiza duas sessões, 15 e 18h, na última edição de 2015, no próximo sábado, dia 5/12, na Travessa dos Cataventos, na Casa de Cultura Mario Quintana. A inscrição custa R$ 30, que inclui papo sobre a subjetividade das roupas e troca-troca de até 15 peças que você pode levar.

A seguir os links do evento e para inscrição, que precisa ser prévia.
Evento: https://www.facebook.com/events/1087160071295256/

Inscrição Brechó de Troca: http://goo.gl/forms/vrbrXIeivN

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Não teve Black Friday aqui

Hoje foi uma sexta-feira calma aqui no brechó. Até bem mais calma que o normal. Não teve Black Friday aqui. Claro que a gente gosta de vender. Que as vendas pagam nossas contas e ajudam no acesso a alguns bel-prazeres. É fato que somos parte do capitalismo, uma criação da modernidade, mas acreditamos em um outro tipo de consumo na atualidade. Pra quem vem aqui e na escolha de onde a gente vai também. Sem corre corre e preços de arrasar um só dia no ano.

Acreditamos no consumo de qualidade e não no consumo da quantidade. Um consumo que privilegia os pequenos empreendimentos e não as grandes corporações. Um consumo político porque não.

No Nina Garimpa somos adeptos do slow fashion (moda lenta) e do fair trade (comércio justo), com ideais que sugerem a compra por necessidade, a compra com apreço e memória, a compra com reaproveitamento, a compra sempre por preços mais baixos e justos, a compra com conteúdo agregado.

Achei a data pertinente para reafirmar nossos "valores altos" de verdade :)
Viva o consumo sustentável! Outra moda é possível <3

domingo, 8 de novembro de 2015

12 princípios do consumo consciente

Divulgamos aqui no blog os 12 princípios para um consumo mais consciente, elaborado pelo Instituto Akatu. São práticas muito bonitas (e simples), mas também poderosas para quem quiser fazer a diferença no desenvolvimento sustentável do nosso planeta!

1. Planeje suas compras 
Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.

2. Avalie os impactos de seu consumo 
Leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.

3. Consuma apenas o necessário 
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.

4. Reutilize produtos e embalagens 
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

5.Separe seu lixo 
Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

6. Use crédito conscientemente 
Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações.

7. Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas 
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados 
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.

9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços Adote uma postura ativa. 
Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos e serviços.

10. Divulgue o consumo consciente 
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas mais próximas.

11. Cobre dos políticos 
Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática de consumo consciente.

12. Reflita sobre seus valores 
Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Lançamento "Elementos da Terra" em Pelotas






Grata surpresa dessa sexta, 6 de novembro, o lançamento da coleção "Elementos da Terra", na loja de economia solidária do Mercado Público de Pelotas (banca 71). A iniciativa é do Núcleo de Produção da Associação Bem da Terra, formado por 8 mulheres artesãs que produzem coletivamente na cidade de Pelotas (RS), empregando e partilhando técnicas tradicionais, como costura, crochê, bordado, entre outras.


São bolsas, acessórios, itens de cozinha e higiene inspirados na identidade e flora locais. Uma das artesãs, Zenaide, lembra que "resgatar as técnicas do bordado caseiro transmitem a ideologia do cuidado com a natureza". A iniciativa também chama atenção para valorizarmos mais esse tipo de produto ao invés de massificadas produções, configurando também num tipo de atitude solidária e sustentável. Autoridades e artesãs estavam presentes e superfelizes com a oportunidade da mostra e venda de seus trabalhos.

 

O duo Gita Gogoya, formado por Ana Lima e Gio Corrêa, se apresentou na ocasião, destacando canções da música popular brasileira, que emanam esse clima de união e boas energias.



O grupo Bem na Terra conta com apoio do Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas da Universidade Católica de Pelotas (NESIC/UCPel), em parceria com SENAES / MTE / PRONINC/ CNPQ. 
 

Texto e fotos: Aline Ebert

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Conhecendo uma loja fechada há décadas



A gente que sai pra garimpar peças de moda vintage costuma ficar surpreso quando dá de cara com uma roupa, bolsa, calçado ou acessório antigo, de época, mas ainda com a etiqueta, ou seja, sem uso. Imagina adentrar a um depósito de uma loja que existiu há 40 anos!

 

Pois foi isso que aconteceu recentemente na Itália, numa loja de calçados aberta no período da Segunda Guerra Mundial, mas que com o falecimento de um dos proprietários nos anos 60, foi fechada. Estavam lá sapatos cheios de história e impecáveis para voltarem a criar história nos pés dos amantes de vintage que agora se beneficiarão desses achados.

 

Uma vez tive oportunidade similar na cidade de São Leopoldo - RS, quando adentrei ao espaço de uma magazine dos anos 60/70/80, que se localizava no Centro da cidade. Entre os achados, passadores de cabelo de bolinhas e em formato de coração (anos 60), cintinhos de tecido estampados, camisas e jeans USTOP (anos 70/80) e camisas safári a la YSL (anos 70). Algumas dessas relíquias guardei em acervo e fotografo a seguir. Outras coloquei a disposição nas feirinhas que já fazia na época e foram admiradas e garimpadas por outras pessoas, que levaram para casa estilo, exclusividade e memória.


domingo, 25 de outubro de 2015

Abrimos uma loja!

Segunda, 5 de outubro de 2015, tive o prazer de abrir as portas do meu primeiro negócio físico próprio e "por acaso" no dia que o Sebrae lançou sua campanha "Compre do pequeno!", incentivando uma nova mentalidade em benefício dos pequenos empreendedores brasileiros. Teve algum friozinho na barriga, claro, são vários detalhezinhos para ficar tudo da melhor maneira, mas digamos que restou muita energia, amor e alguma experiência do que agora tomou espaço apenas maior.

Eu com Odara <3 Foto: Gio Corrêa

Desde 2004, sempre acompanhada de uma grande mala, monto uma pequena lojinha ao menos uma vez ao mês, na feiras itinerantes que participo e que até hoje foram um grande complemento de renda até virar a principal. Essa energia, esse envolvimento e essa criatividade é que ponho aqui também, agora!

A mala triplicou, quadriplicou... para duas salas! Uma focada em moda atual, peças superboas femininas e masculinas a apenas 10 reais cada. Preço popular para todos poderem se vestir bem, que é o que acreditamos! Na outra sala, seleção de vintage e algumas peças de grifes a preços especiais, que também consideramos super em conta em relação ao mercado tradicional e fast fashion, os quais contrariamos. Neste último setor, preciosidades de época, com ótimos tecidos, modelagens, estampas atrativas e aquela memória de décadas como 90, 80, 70 e 60 principalmente. 

Em breve, fotos internas da loja (talvez até um videozinho!) e toda uma postagem apenas comentando nossa parte de decoração, que foi feita com muito garimpo e reaproveitamento!


Loja Nina Garimpa
Moda Sustentável para todos
Segunda a sábado, 10 às 19h
Rua Gonçalves Chaves, 322. Centro. Pelotas - RS
Próximo à Universidade Católica.

domingo, 30 de agosto de 2015

"The True Cost", um doc. sobre roupas e pressa

Esse texto tinha prazo. Na minha cabeça e agenda ele tinha prazo. A exibição de "The True cost" (2015) já aconteceu faz algumas semanas, numa iniciativa da loja Insecta Shoes em Porto Alegre e a consultoria de estilo Closet Detox. Mas passa tudo muito rápido. Os vários compromissos que a gente que trabalha de forma independente se envolve acabam atrasando outras atividades. Mas mesmo com parte me cobrando, outra parte dizia, calma, se queremos uma moda menos rápida e mais qualidade de vida, podemos também tentar agir com menos pressa, com mais profundidade. Tempo como dinheiro literalmente! Quanto mais tempo se tem pra viver sem correria, mais rico se é, já diria Pepe Mujica :)


O documentário de "moda" trata sobre o verdadeiro custo de nossas roupas, como é a vida de quem trabalha nelas e justamente sobre o fato de estarmos tratando a nossa terra, a nossa agricultura algodoeira nesse caso, como uma fábrica, que tem que produzir rápido, com poucas falhas e o maior lucro possível, tendo sido citada a multinacional dos transgênicos Monsanto. Com a globalização, a rapidez que as coisas pulam na tela e a vontade de consumo que nos induz, estamos cada dia mais ansiosos por novidades. Se antes existia apenas coleções de verão e inverno a cada 6 meses, agora tem novidade toda semana nas redes de fast fashion. E se existe essa alta produção é porque existe um alto consumo também.

 

Outra informação interessante do filme é o fato de que apenas 10% da produção de roupas do mundo vai para os brechós; toneladas e mais toneladas de material viram lixo têxtil não biodegradável, que vai demorar mais de 200 anos pra se decompor. Tão chocante quanto isso é então saber que tudo que existe de roupa no mundo hoje já seria suficiente pra nosso uso por muitos anos, logo a produção nova, ainda mais nesse ritmo enlouquecedor, é completamente desnecessária. Mas como lidar com isso, como posso fazer minha parte?



Formas de consumir melhor existem e dependem de uma vontade interna de mudança que tem que brotar em cada um. Entre as propostas sugeridas, existe a de não comprar mais de grandes redes de fast fashion, as quais desconhecemos a origem das peças e também muitas vezes cobram alto, mas não pagam da mesma forma seus fornecedores; além de comprar mais de brechós e de pequenas marcas naquele esquema #comprodequemfaz Ah, outra forma é não consumir quando não se precisa e consumir menos, claro! Tudo uma questão de prática, como tudo na vida.

"The True Cost" pode ser assistido no Netflix ou pelos seguintes links: http://truecostmovie.com/watch-now

Apresentaram seus cases e abriram questões instigantes com a galera presente Adriana Tubino, da Vuelo; Alice Meditsch, da Colibrii; e Pam Magpali, da Insecta Shoes, todas marcas baseadas em ideias sustentáveis.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Edgar Mai: biólogo do Jardim Lutzemberger e Sapato Florido

Por Aline Ebert


Em decorrência do Dia Mundial do Meio Ambiente, entrevistei uma pessoa admirável por seu trabalho como biólogo e paisagista no lindo e inspirador Jardim Lutzenberger da Casa de Cultura Mario Quintana! Edgar Mai nos conta ainda sobre sua experiência com o projeto Sapato Florido, que reaproveita calçados que viram estilosos vasos para jardim :)

Nina Garimpa - Desde quando você cuida do Jardim Lutzenberger e quais as espécies em destaque?
Edgar Mai - Há alguns anos eu faço a manutenção do Jardim Lutzenberger, que é da Fundação Gaia e acolhido pela CCMQ. O jardim é composto por diversas pequenas coleções de vegetais e assim são agrupados. Por ser inspirado no ambientalista José Lutzenberger, privilegia a diversidade num pequeno espaço. Tudo é importante, mas eu destacaria o recanto evolutivo, com plantas que representam o período importante na história da vida na Terra, sendo algumas consideradas fósseis vivos, como o ginkgo, a cavalinha, a azola e as cicas.  O jardim é um espaço orgânico, pulsante e sensibiliza os visitantes para os mais diversos aspectos da natureza. Sempre foi um espaço muito querido e valorizado pelos visitantes, colaboradores e dirigentes deste centro cultural. Tanto é que, tempos depois, a CCMQ optou por ampliar o paisagismo, criando outros jardins:  o terraço do 7º andar e o Sapato Florido, do outro lado do 5º andar.



NG - Como surgiu a ideia do projeto Sapato Florido?
EM - Eu sempre achei o título do livro 'Sapato Florido', escrito em 1948 pelo Mario Quintana, um nome pronto para um jardim. Como a CCMQ tem, desde a sua inauguração, um espaço infantojuvenil  com esta denominação, eu sugeri a criação de um espaço onde o paisagismo fosse acolhido em 'floreiras sapatos', que seriam calçados descartados como resíduos. Inicialmente, há dois anos, no entanto, os gestores da oficina e direção da Casa optou por convidar artistas ceramistas para criarem floreiras 'calçados', inspirados na obra homônima do poeta. Recebeu-se cerca de 50 peças,  que transformara-se com suas plantas e foram inseridas com outras folhagens. No mesmo ano, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, eu resgatei a ideia original e sugeri uma diversificação dos suportes para os vegetais: calçados que iriam para o lixo. Fez-se uma campanha onde recebeu-se inúmeros exemplares para um jardim que durasse um dia, na Travessa dos Cataventos, chamado afetivamente de 'Jardim do Reaproveitamento'. A motivação seria levar o tema 'educação ambiental' aos frequentadores e escolas visitantes. No dia seguinte à data comemorativa, os 'calçados sustentáveis' foram incorporados pelo Jardim Sapato Florido. Um ano depois, ainda ampliando o tema 'reaproveitamento criativo', foi elaborado floreiras com diferentes suportes, todos resíduos: aquecedor de ambiente, chuveiro, cuias, cascas de ovos, bules, jarra de liquidificador, chapéu, funil, luminária...  



NG - Como está o projeto nesse momento?
EM - O Jardim Sapato Florido tornou-se um espaço permanente. Tem características muito particulares: é inesperado, original, delicado, humorado, educativo, lúdico, significativo e definido pelos visitantes como 'sui generis'. Estimula a imaginação das crianças e os adultos refletem questões relacionadas à educação ambiental: consumo consciente, geração de resíduos, descartes, recursos naturais, reciclagem, reaproveitamento... Há casos de turmas de estudantes que vêm com suas escolas, adotam a ideia e criam seus próprios jardins no ambiente escolar.



NG - O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente esse ano é “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado”. Como você sugere que cada pessoa faça sua parte e diferença ao nosso planeta?
EM - É importante enfatizar que o planeta está esgotando os seus recursos naturais. A preocupação com a sustentabilidade deve ser constante: temos que consumir para suprir nossas necessidades básicas, preservando o planeta para as gerações futuras. Colabora-se com o meio ambiente quando se vive em harmonia com a natureza, prioriza-se o consumo consciente, separa-se e destina-se corretamente os resíduos. Além disso, racionalizar o gasto de água e energia elétrica, também priorizando o transporte coletivo. Os três R's da educação ambiental, 'Reciclar Reaproveitar Reduzir', devem ser ações incorporadas ao nosso cotidiano. Reduzir o consumo e diminuir a geração de resíduos. É importante aumentar o tempo de uso e criar ciclos para as coisas.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Zuzu Angel ganha homenagem do google

Por Aline Ebert

Os 94 anos que a estilista brasileira Zuzu Angel completaria nesse 5 de junho recebeu homenagem do buscador google, que criou um bonito doodle que referencia à data.

Com mais de 20 anos, um instituto com seu nome, o IZA, foi fundado por sua filha, a jornalista Hildegard Angel, com a promoção de cursos, exposições e outras atividades que incentivam a cultura de moda no Brasil. Zuzu era conhecida por justamente fazer coleções que enalteciam temas brasileiros, como cangaço, tropicalismo e também com alusão à ditadura. 

 

Seu filho, Stuart Angel, estudava economia e resolveu entrar para o grupo MR-8, que combatia a ditadura militar instaurada em 1964 no Brasil. Ele foi preso em 14 de abril de 1971, teria sido torturado e morto, declarado desaparecido. Zuzu também morreu de forma trágica. Seu carro capotou em 14 de abril de 1976, fato atualmente investigado pela Comissão da Verdade.

Cena do filme Zuzu Angel (2006)


Filme e música contam sua história

Zuzu Angel (2006) conta a história dessa importante mulher, do auge dos desfiles das coleções no Brasil e exterior ao drama do desaparecimento do filho. Está disponível online: www.youtube.com/watch?v=duCoCVG2tt8

Cena do filme Zuzu Angel (2006)

O cantor Chico Buarque presta sua homenagem com a linda canção Angélica, composta um ano após sua morte. "Quem é essa mulher. Que canta sempre esse estribilho? Só queria embalar meu filho. Que mora na escuridão do mar (...)", diz a letra. Disponível aqui: letras.mus.br/chico-buarque/45106/